EXCLUSIVO: Sai a 16ª avaliação parcial do Críticas para o Miss Universo 2018 após a confirmação de 46 candidatas nacionais


Candidata da Holanda está em 12º

Da redação TV em Análise

Jerry Lampen/AFP/Getty Images/09.07.2018


Com 53,48% das 86 candidatas previstas para a 67ª edição do Miss Universo já eleitas, Holanda e Malta fizeram as eleições de suas candidatas na segunda-feira (9) e na sexta-feira (13) para marcarem posições no quadro de 16 favoritas a uma vaga entre as semifinalistas. Das eleitas no período, a melhor situação é da holandesa Rahima Dirkse, 24, que ocupa a 12ª colocação. De momento, Rahima está menos suscetível às mudanças a se colocarem no quadro a partir de cortes, como o que pode ocorrer com a sérvia Maja Marcic, 27, e eleições de novas candidatas nacionais.
Na 16ª colocação, a maltesa Francesca Mifsud, 22, corre perigo a depender das notas que forem apuradas a partir dos 40 concursos e aclamações nacionais que ainda restam até a primeira quinzena de outubro. Esse passa a ser o prazo limite para a eleição de candidatas nacionais estipulado pela Miss Universe Organization, para que haja uma janela de um mês do último concurso nacional (o da Grécia, em data ainda a ser definida) até os desembarques das candidatas em Bangcoc, cidade que vai sediar a final do certame, na manhã de 17 de dezembro (noite de 16 de dezembro, pelo horário brasileiro de verão). Um eventual corte de Maja da disputa pouca diferença fará a partir da 17ª avaliação parcial, que o TV em Análise Cr[iticas vai divulgar no dia 1º de agosto, após os concursos nacionais da Grã Bretanha, Noruega, Portugal, Barbados e Santa Lúcia. Abaixo, em ordem decrescente, as notas das 46 candidatas nacionais já eleitas ou pendente de confirmação para o Miss Universo 2018

NOTAS DAS CANDIDATAS EM ORDEM DECRESCENTE
Foram consideradas as notas dos quesitos de traje de banho e traje de gala, além das aparições em noticiários
Candidata Traje de Banho Traje de Gala Aparições de Mídia Média Geral
Mayra Dias (BRA) 10 9,995 9,989 9,994
Tamaryn Green (RSA) 9,987 10 9,989 9,992
Andrea Toscano (MEX) 9,987 9,995 9,988 9,990
Virginia Limongi (ECU) 9,994 9,987 9,989 9,990
Catriona Gray (PHI) 10 9,982 9,987 9,989
Sarah Rose Summers (USA) 10 9,979 9,989 9,989
Maja Marcic (SRB)(*) 9,992 9,989 9,985 9,988
Romina Lozano (PER) 9,979 10 9,984 9,987
Maëva Coucke (FRA) 9,987 9,989 9,985 9,987
Maricela de Montecristo (ESA) 10 9,972 9,987 9,986
Rosa Montezuma (PAN) 9,989 9,975 9,987 9,983
Rahima Dirkse (NED) 10 9,959 9,987 9,982
Natalia Carvajal (CRC) 10 9,985 9,959 9,981
Sthefany Gutiérrez (VEN) 9,987 9,984 9,974 9,981
Mia Pojatina (CRO) 10 9,987 9,953 9,980
Francesca Mifsud (MLT) 10 9,979 9,959 9,979
Joyce Prado (BOL) 9,994 9,954 9,989 9,979
Nikol Reznikov (ISR) 9,979 9,975 9,984 9,979
Lea Šteflíčková (CZE) 10 9,981 9,954 9,978
Sophida Kanchanarin (THA) 9,975 9,979 9,981 9,978
Violetta Tyurkina (RUS) 9,978 9,967 9,987 9,977
Treisi Sejdini (ALB) 9,987 9,984 9,954 9,975
Kimberly Julsing (ARU) 9,987 9,984 9,953 9,974
Angeline Flor Pua (BEL) 9,978 9,954 9,987 9,973
Zana Berisha (KOS) 9,978 9,985 9,954 9,972
H’Hen Niê (VIE) 9,978 9,984 9,954 9,972
Francesca Hung (AUS) 9,971 9,954 9,984 9,969
Eliza Muradyan (ARM) 9,989 9,954 9,959 9,967
Agata Biernat (POL) 9,974 9,987 9,894 9,951
Begimay Karybekova (KGZ) 9,979 9,975 9,893 9,949
Adriana Paniagua (NIC) 10 9,867 9,978 9,948
Varsha Ragoobarsing (MRI) 9,973 9,974 9,893 9,946
Ana Liliana Avião (ANG) 9,954 9,899 9,985 9,946
Hnin Thway Yu Aung (MYA) 9,972 9,960 9,897 9,943
Angela Ponce (ESP) 9,958 9,894 9,978 9,943
Samantha Colas (HAI) 9,975 9,899 9,950 9,941
Selma Kamanya (NAM) 9,895 9,967 9,959 9,940
Meisu Qin (CHN) 10 9,973 9,841 9,938
Jane Teoh (MAS) 9,967 9,865 9,983 9,938
Lara Yan (GEO) 9,954 9,899 9,954 9,935
Rern Nat (CAM) 9,851 9,972 9,973 9,932
Manita Devkota (NEP) 9,859 9,971 9,954 9,928
Sonia Fergina Citra (INA) 9,832 9,961 9,978 9,923
Sabina Azimbayeva (KAZ) 9,857 9,867 9,899 9,874
Yuumi Kato (JAP) 9,987 9,854 9,765 9,868
Martrecia Alleyne (TTO) 9,897 9,792 9,895 9,861
NOTAS DAS CANDIDATAS EM ORDEM ALFABÉTICA
Foram consideradas as notas dos quesitos de traje de banho e traje de gala, além das aparições em noticiários
Candidata Traje de Banho Traje de Gala Aparições de Mídia Média Geral
Treisi Sejdini (ALB) 9,987 9,984 9,954 9,975
Ana Liliana Avião (ANG) 9,954 9,899 9,985 9,946
Eliza Muradyan (ARM) 9,989 9,954 9,959 9,967
Kimberly Julsing (ARU) 9,987 9,984 9,953 9,974
Francesca Hung (AUS) 9,971 9,954 9,984 9,969
Angeline Flor Pua (BEL) 9,978 9,954 9,987 9,973
Joyce Prado (BOL) 9,994 9,954 9,989 9,979
Mayra Dias (BRA) 10 9,995 9,989 9,994
Rern Nat (CAM) 9,851 9,972 9,973 9,932
Meisu Qin (CHN) 10 9,973 9,841 9,938
Natalia Carvajal (CRC) 10 9,985 9,959 9,981
Mia Pojatina (CRO) 10 9,987 9,953 9,980
Lea Šteflíčková (CZE) 10 9,981 9,954 9,978
Virginia Limongi (ECU) 9,994 9,987 9,989 9,990
Maricela de Montecristo (ESA) 10 9,972 9,987 9,986
Maëva Coucke (FRA) 9,987 9,989 9,985 9,987
Lara Yan (GEO) 9,954 9,899 9,954 9,935
Samantha Colas (HAI) 9,975 9,899 9,950 9,941
Sonia Fergina Citra (INA) 9,832 9,961 9,978 9,923
Nikol Reznikov (ISR) 9,979 9,975 9,984 9,979
Yuumi Kato (JAP) 9,987 9,854 9,765 9,868
Sabina Azimbayeva (KAZ) 9,857 9,867 9,899 9,874
Zana Berisha (KOS) 9,978 9,985 9,954 9,972
Begimay Karybekova (KGZ) 9,979 9,975 9,893 9,949
Jane Teoh (MAS) 9,967 9,865 9,983 9,938
Francesca Mifsud (MLT) 10 9,979 9,959 9,979
Varsha Ragoobarsing (MRI) 9,973 9,974 9,893 9,946
Andrea Toscano (MEX) 9,987 9,995 9,988 9,990
Hnin Thway Yu Aung (MYA) 9,972 9,960 9,897 9,943
Selma Kamanya (NAM) 9,895 9,967 9,959 9,940
Rahima Dirkse (NED) 10 9,959 9,987 9,982
Manita Devkota (NEP) 9,859 9,971 9,954 9,928
Adriana Paniagua (NIC) 10 9,867 9,978 9,948
Rosa Montezuma (PAN) 9,989 9,975 9,987 9,983
Romina Lozano (PER) 9,979 10 9,984 9,987
Catriona Gray (PHI) 10 9,982 9,987 9,989
Agata Biernat (POL) 9,974 9,987 9,894 9,951
Violetta Tyurkina (RUS) 9,978 9,967 9,987 9,977
Maja Marcic (SRB)(*) 9,992 9,989 9,985 9,988
Tamaryn Green (RSA) 9,987 10 9,989 9,992
Angela Ponce (ESP) 9,958 9,894 9,978 9,943
Sophida Kanchanarin (THA) 9,975 9,979 9,981 9,978
Martrecia Alleyne (TTO) 9,897 9,792 9,895 9,861
Sarah Rose Summers (USA) 10 9,979 9,989 9,989
Sthefany Gutiérrez (VEN) 9,987 9,984 9,974 9,981
H’Hen Niê (VIE) 9,978 9,984 9,954 9,972

Após a rodada, o panorama de classificação das 16 semifinalistas (considerando o padrão adotado pela Miss Universe Organization no Miss Universo 2017) é este:

-Mayra Dias (BRA)-9,994
-Tamaryn Green (RSA)-9,992
-Andrea Toscano (MEX)-9,990
-Virginia Limongi (ECU)-9,990
-Catriona Gray (PHI)-9,989
-Sarah Rose Summers (USA)-9,989
-Maja Marcic (SRB)-9,988(*)
-Romina Lozano (PER)-9,987
-Maëva Coucke (FRA)-9,987
-Maricela de Montecristo (ESA)-9,986
-Rosa Montezuma (PAN)-9,983
-Rahima Dirkse (NED)-9,982
-Natalia Carvajal (CRC)-9,981
-Sthefany Gutiérrez (VEN)-9,981
-Mia Pojatina (CRO)-9,980
-Francesca Mifsud (MLT)-9,979

-Joyce Prado (BOL)-9,979
-Nikol Reznikov (ISR)-9,979
-Lea Šteflíčková (CZE)-9,978
-Sophida Kanchanarin (THA)-9,978
-Violetta Tyurkina (RUS)-9,977
-Treisi Sejdini (ALB)-9,975
-Kimberly Julsing (ARU)-9,974
-Angeline Flor Pua (BEL)-9,973
-Zana Berisha (KOS)-9,972
-H’Hen Niê (VIE)-9,972
-Francesca Hung (AUS)-9,969
-Eliza Muradyan (ARM)-9,967
-Agata Biernat (POL)-9,951
-Begimay Karybekova (KGZ)-9,949
-Adriana Paniagua (NIC)-9,948
-Varsha Ragoobarsing (MRI)-9,946
-Ana Liliana Avião (ANG)-9,946
-Hnin Thway Yu Aung (MYA)-9,943
-Angela Ponce (ESP)-9,943
-Samantha Colas (HAI)-9,941
-Selma Kamanya (NAM)-9,940
-Meisu Qin (CHN)-9,938
-Jane Teoh (MAS)-9,938
-Lara Yan (GEO)-9,935
-Rern Nat (CAM)-9,932
-Manita Devkota (NEP)-9,928
-Sonia Fergina Citra (INA)-9,923
-Sabina Azimbayeva (KAZ)-9,874
-Yuumi Kato (JAP)-9,865
-Martrecia Alleyne (TTO)-9,861

(*)Pendente de confirmação pela Miss Universe Organization

As notas de avaliação foram ponderadas a partir da verificação de noticiário, redes sociais material de vídeo e iconografia fotográfica das candidatas realizadas após os concursos nacionais apurados pela redação do Críticas entre os dias 9 e 13 de julho de 2018. Vale ressaltar que esta sondagem não reflete, necessariamente, a classificação oficial para as semifinais do Miss Universo 2018, bem como para suas etapas classificatórias posteriores (trajes de banho, trajes de gala e entrevistas finais).

Avaliações anteriores
Avaliações parciais
*1ª avaliação parcial: 13 de dezembro de 2017
*2ª avaliação parcial: 18 de dezembro de 2017
*3ª avaliação parcial: 14 de janeiro de 2018
*4ª avaliação parcial: 5 de março de 2018
*5ª avaliação parcial: 13 de março de 2018
*6ª avaliação parcial: 19 de março de 2018
*7ª avaliação parcial: 25 de março de 2018
*8ª avaliação parcial: 15 de abril de 2018
*9ª avaliação parcial: 1º de maio de 2018
*10ª avaliação parcial: 6 de maio de 2018
*11ª avaliação parcial: 28 de maio de 2018
*12ª avaliação parcial: 4 de junho de 2018
*13ª avaliação parcial: 17 de junho de 2018
*14ª avaliação parcial: 30 de junho de 2018
*15ª avaliação parcial: 8 de julho de 2018

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Assunto da semana: Indicações aos 70º Primetime Emmys – 1


A guerra de tronos no 70º Emmy de série dramática

HBO/Divulgação/16.07.2017


Na leva de indicações ao 70º Primetime Emmy anunciadas na manhã desta quinta-feira (12), a importância das séries dramáticas se tornou capital após a contagem de indicações dadas a Game of Thrones – 22, incluindo a área de produção. Atuação falaremos mais adiante. E por que só agora? A decisão da HBO de passar a sétima temporada para a summer-season passada foi um blefe que se fez para fazer o assinante esperar. Falar de “Thrones” a um ano de seu fim soa como uma temeridade, mas o termômetro do verão americano passado foi um medidor importante.
Na concorrência, The Handmaid’s Tale tentará defender a estatueta do ano passado, dado o clima político do primeiro ano da era Trump na Casa Branca. A Academia de Televisão já considerou a veiculação no streaming do Hulu feita a partir de abril. Foi ponto e prazo importante. Em relação ao público internacional, Brasil incluso, fica a expectativa do produto da segunda temporada. No Reino Unido, a veiculação está mais avançada. Não posso tecer comentário de temporada que ainda não acompanhei. Isso soa como um pré-julgamento deselegante e descortês.
Do pouco que vi do início da segunda temporada de This is Us nada posso esperar, a não ser mais do mesmo. Produção de rede aberta tem aí sua tranqueira. Se a NBC consegue vitória em reality de competição, o mesmo não posso julgar de um drama de amplitude. É aí que mora o perigo. People’s Choice Awards não quer dizer nada em relação a Primetime Emmy. A não ser que o relógio tenha parado em janeiro de 2017. Estamos em 14 de julho de 2018. Em relação a The Crown e Stranger Things, nada posso comentar. Não tenho Netflix. Portanto, nada feito.
Sobre a indicação de The Americans, a coisa deve partir do conjunto da obra. A despeito de nada ter visto de sua última temporada, aposto que essa produção deva ter algum apelo de enredo. Deve parar por aí. Vire a página para as categorias de roteiro. Em relação ao início da segunda temporada de Westworld, o qual pude assistir, achei coisa chocra, meio Joãozinho Trinta sem essência. Ficou oblíqua demais em relação ao quadro de ano passado. Como produção, Westworld não tem o calibre que Elisabeth Moss conseguiu há um ano. Bom sábado a todos.


Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (14/7)

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Há cinco décadas, Brasil vencia Miss Universo pela última vez


Chamada de ‘bonequinha do imperialismo’ por petistas presos pela Lava Jato, Martha Vasconcellos chega à terceira idade

Da redação TV em Análise

Bertelmann/Getty Images/13.07.1968


Se passaram 18.261 dias desde a eleição da baiana Martha Vasconcellos como Miss Universo 1968. Desde o dia 13 de julho de 1968, nenhuma brasileira venceu o título de Miss Universo. Em cinco décadas, o mundo mudou, o Brasil mudou, a Bahia de Martha mudou. Mostrou ao mundo a potência de seus trios elétricos. Trocou nas urnas a oligarquia de Antônio Carlos Magalhães (1927-2007), prefeito de Salvador de Martha, pelo projeto petista de Jacques Wagner. Revelou os Novos Baianos, a Sociedade Alternativa de Raul Seixas (1945-1989) e os ritmos da indústria criada pela axé music. A ponto desta desembocar no Miss Universo através de Cláudia Leitte, em 2011.
No Brasil de Martha, se vivia o agravamento da ditadura que a Folha de S. Paulo transformou em “ditabranda”. Martha foi chamada de “bonequinha do imperialismo” pelos mesmos petistas que ora enfrentam o cárcere das diversas fases da Operação Lava Jato. Ironicamente, o mesmo imperialismo que treina juízes como Sérgio Moro, maior responsável pela execução das operações, exceto as que subiram para instâncias superiores. Da eleição de Martha no Miami Beach Cenvention Center até hoje, o Brasil teve dois impeachments e seis trocas de moeda. Saiu do cruzeiro novo para o cruzeiro, do cruzeiro para o cruzado, do cruzado para o cruzado novo, do cruzado novo para o cruzeiro, do cruzeiro para o cruzeiro real e do cruzeiro real para o real do ministro tucano Fernando Henrique Cardoso, ele mesmo perseguido pelo regime no qual Martha Vasconcellos venceu o Miss Universo.
No Brasil de Martha Vasconcellos, o rádio ainda era o meio dominante de comunicação, ao lado dos jornais. A televisão crescia a passos lentos. Na Salvador de Martha, só havia uma emissora de televisão, a Itapoan, à época dos Diários Associados. Hoje ela pertence ao Grupo Record, retransmitindo a programação da Record TV. Salvador só teria sua segunda emissora (a Aratu, ex-Globo, ex-Manchete e ex-CNT e hoje afiliada do SBT), a partir de 1969. Não havia satélite nas transmissões televisivas. O Miss Universo 1968 teve de ser enviado por via aérea com cópias para as Emissoras Associadas de São Paulo e Rio de Janeiro. A Embratel, embora existisse como estatal, serviu para favorecer as Organizações Globo, de início.
Muito da história de Martha Vasconcellos repousa em seu apartamento de Salvador. Foram seis capas de revistas a ela dedicadas desde sua eleição. Em depoimento à TV Aratu, Martha declarou não ter recebido nada da Miss Universe Organization, além do salário de representação. “Era coisa simbólica”, disse uma Martha que acaba de completar 70 anos. “Na minha época não havia botox, cirurgia (plástica), essas coisas”, afirmou. Após o reinado, Martha teve dois filhos, Leonardo e Leilane, e cinco netos. Se casou e foi estudar Psicologia. Após sua formatura, passou a atender portadores do vírus HIV e vítimas de violência doméstica em Cambridge, cidade da região metropolitana de Boston, onde hoje reside.
Cinco décadas depois da plateia cantar Cidade Maravilhosa no teatro do centro de convenções de Miami Beach, a Cidade Maravilhosa exaltada na transmissão da CBS virou um canteiro de obras. O Rio de Janeiro recebeu quatro linhas de metrô, refez sua área portuária, sediou final de de Copa do Mundo e uma Olimpíada e Paraolimpíada. Virou o canteiro das grandes negociatas em trocas de propinas. Viu uma vereadora perder a vida após denunciar as atrocidades da atual intervenção militar nas favelas do Complexo da Maré. Com a favelização e o domínio do tráfico de drogas e das milícias, o Rio perdeu seu charme. Para o Miss Brasil em anos futuros, se trocou o Maracanãzinho por casas noturnas e, por fim, pelo Riocentro, inaugurado em 1977 para acolher as grandes convenções de empresas. O Miss Brasil que elegeu Marta Vasconcellos se adaptou a esse novo padrão. Um padrão agora ditado pela televisão e, em grande parte, pelas mídias sociais de Internet.
Antes do Miss Universo, Martha Vasconcellos era professora de alfabetização em uma escola primária de Salvador. Apesar da oposição do pai, concorreu ao título municipal e acabou eleita. Disputou o Miss Bahia, onde acabou ganhando a credencial para o Miss Brasil 1968. De lá até Miami Beach, se levaram apenas 13 dias de preparação. Desde então, o tempo de preparação das brasileiras para o Miss Universo aumentou consideravelmente. Mayra Dias, amazonense que Martha viu ser eleita Miss Brasil 2018, em 26 de maio, terá 204 dias para se preparar para a 67ª edição do Miss Universo, a ser realizada em Bangcoc, na manhã de 17 de dezembro (noite de 16 de dezembro, pelo horário brasileiro de verão). Se Mayra vencer, acabará com uma espera de 18.418 dias. Depois de Marta Vasconcellos, a coroa de Miss Universo mudou quatro vezes, Saiu a Sarah Coventry, entrou a Mikimoto.

Juliana Andrade?Agência ALBA/15.06.2018

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Patrocinador do Miss Universo 2018 na Tailândia está definido


Charoen Pokphand deve assinar com a MUO acordo para a realização do concurso

Da redação TV em Análise

Qilai Shen/Bloomberg via Getty Images/26.03.2017
Grupo é presidido por Dhanin Chearavanont, descendente de chineses


Aos poucos, começam a aparecer os primeiros interessados para financiar a realização da 67ª edição do concurso de Miss Universo, a ser realizada na manhã do dia 17 de dezembro (noite do dia 16 de dezembro, pelo horário brasileiro de verão), na Impact Arena, em Bangcoc. De acordo com o site Behind the Crown, o grupo Charoen Pokphand deverá ser o principal patrocinador do evento, cuja programação já começou a ser trabalhada.
O Charoen Pokphand é o principal grupo privado da Tailândia, com 300 mil funcionários e faturamento de US$ 45 bilhões, de acordo com os dados mais recentes, referentes a 2016. Atua nos setores de alimentação, manufatura, negócios imobiliários, hotelaria, administração de shopping centers e serviços financeiros, entre outros negócios. Conhecida como CP, a companhia foi a primeira empresa estrangeira a investir na China comunista, logo após a abertura de mercado feira em 1978 pelo então líder Deng Xiaoping (1904-1997).
A assinatura do contrato do Charoen Pokphand deverá ocorrer na coletiva de imprensa que a Miss Universe Organization e o governo da Tailândia estão articulando para o anúncio oficial da realização do Miss Universo 2018 no país, a ser realizada até o final deste mês. Bangcoc recebeu o Miss Universo em 18 de maio de 1992 e 31 de maio de 2005, em dois locais distintos – o Centro de Convenções Rainha Sirkit e a Impact Arena, sede de agora. Os gastos de organização do Miss Universo 2018 na Tailândia estão estimados em US$ 16,5 milhões (R$ 64,01 milhões), de acordo com a TW Investment Group, empresa encarregada de mentar a estrutura do comitê organizador do certame.
Fundado em 1921 pelos irmãos chineses Chia Exchor e Chia Seow Nooy, o Charoen Pokphand iniciou sua atuação com uma loja de sementes importadas. Após a liberalização da economida da Tailândia, na década de 1970, o grupo passou a diversificar suas áreas de atuação. É dono de uma montadora – a Dayang Motors – e das representações locais da Heineken e da Kentucky Fried Chicken (KFC). Desde então, o grupo é comandado pelo filho mais velho de Exchor, Dhanin Chearavanont, 79, De acordo com a Forbes, sua fortuna é estimada em US$ 16,9 bilhões. A CP teve em 2017 uma série de condenações por trabalho escravo em cortes norte-americanas. O caso foi denunciado pelo jornal The Guardian.

Qilai Shen/Bloomberg via Getty Images/28.10.2016
Grupo atua na fabricação de veículos, indústria alimentícia…

Qilai Shen/Bloomberg via Getty Images/28.10.2016
…e no ramo de varejo, incluindo administração de shopping centers

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Escolha de Bangcoc como sede do Miss Universo 2018 expõe derrota politica de Chavit e Duterte e o desespero dos filipinos


Queda de Wanda Teo no comando do DOT só agravou a situação

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Erik de Castro/Reuters/27.01.2017


A decisão da Miss Universe Organization de escolher Bangcoc como sede da 67ª edição do concurso de Miss Universo, no dia 16 de dezembro, evidenciou um dos pontos fracos das tentativas filipinas de levar o certame, mesmo que fosse para sediá-lo em outro país. Quem acompanhou as tratativas do empresário Chavit Singson, 76, com governos da China, Coreia do Sul e Vietnã sabe o rolo que isso iria dar. Só o fato de Singson ter negócios na Tailândia já despertou o interesse de um grupo rival de Singson (ou parceiro deste) de assumir o ônus de fazer a capital tailandesa receber o principal concurso de beleza do mundo pela terceira vez, a primeira desde 2005.
Só o custo político do escândalo que derrubou a então chefe do Departamento de Turismo das Filipinas (DOT), Wanda Teo, foi suficiente para Paula Shugart acender, ainda em Manila, e na frente de Singson, o barril de pólvora que explodiria com as denúncias de favorecimento de Teo a um de seus irmãos na TV pública filipina. A chegada de Bernadette Putyat ao DOT, além de enterrar a sede filipina do Miss Universo 2018, também colocou um complicador nas chances da candidata do país, Catriona Gray, 24, ficar entre as favoritas diretas ao título. De acordo com a 15ª avaliação parcial que o TV em Análise Críticas divulgou no domingo (8), Catriona aparece na quinta colocação. Mas sua sobrevida no top 5 poderá ser ameaçada a depender de notas a serem apuradas nos concursos nacionais a serem realizados a partir desta sexta-feira (13), em Malta, até a primeira quinzena de outubro.
Muitos missólogos filipinos não souberam ou ainda não sabem digerir a aceitação de uma derrota, principalmente quando envolve a escolha de uma sede do Miss Universo. Por preço inferior, a gestão de Puyat no DOT aceitou que as Filipinas recebam em janeiro de 2019 o Mister Mundo e um concurso feminino de menor importância, o Miss Intercontinental. Salvou-se a dinheirama que seria gasta na organização do Miss Universo. Os US$ 16 milhões que os filipinos iriam investir agora passam a ser usados pelos tailandeses. Esse é o ponto.
A birra de Bernadette Puyat em relação à sede do Miss Universo neste e em anos futuros ao invés de ajudar Catriona no concurso de 2018 só deverá atrapalhá-la. Há candidatas de melhor nível que Catriona Gray. Só o fato de ter sido finalista em outro concurso internacional de beleza não quer dizer nada, nem coisa nenhuma. O excesso de confiança de certas candidatas como Catriona cria uma aura de orgulho, que as destrói. Não é no grito que se resolvem negócios como uma sede de Miss Universo, cujo contrato já está a caminho. Resta esperar a coletiva de anúncio formal do certame para ver se os ânimos se acalmam.

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Tailândia prepara pré-site para organizar o Miss Universo 2018


Grupo de investimento vai pagar as despesas de realização do concurso

Da redação TV em Análise

Captura de tela/2018missunverse.com


A poucos dias do anúncio oficial, a Tailândia já começa a se preparar para sediar a 67ª edição do concurso de Miss Universo, daqui a 158 dias. Um pré-site e uma conta no Instagram entraram no ar na noite desta terça-feira (10), mantidos pela TW Investment Group, empresa que vai pagar as despesas de organização do evento junto à Miss Universe Organization. O governo tailandês, no entanto, fará a captação de patrocínios para o Miss Universo 2018, que deve custar US$ 16 milhões.
Num breve aviso, a página da organização tailandesa informa: “O 67º Miss Universo (2018) está chegando à Tailândia. Fiquem ligados”. O aviso vem com uma foto da coroação da sul-africana Dem-Leigh Nel-Peters, 23, como Miss Universo 2017, no dia 26 de novembro, em Las Vegas. À ocasião, 92 candidatas disputaram o título. Foi o maior número verificado em todas as edições do Miss Universo desde sua criação, em 28 de junho de 1952.
A final do Miss Universo 2018 ocorrerá na Impact arena, em Bangcoc, na manhã da segunda-feira, 17 de dezembro (noite do domingo, 16 de dezembro, pelo horário brasileiro de verão). Outros detalhes do cronograma de atividades das candidatas serão definidos na coletiva de anúncio oficial, a ser realizada ainda este mês. 44 candidatas já estão eleitas. A expectativa é que os números verificados de candidatas nas duas vezes anteriores que Bangcoc recebeu o Miss Universo (78 em 1992 e 91 em 2005) sejam superados.

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Colômbia marca etapa nacional do Miss Universo 2018 para 30 de setembro e o concurso de novembro passa a ser para 2019


Sucessora de Laura Ospina, vice no MU 2017, será eleita em Medellín

Da redação TV em Análise

Frazer Harrison/Getty Images/26.11.2017


A direção do Concurso Nacional de Belleza da Colômbia decidiu na manhã desta quarta-feira (11) que a eleição da representante do país na 67ª edição do concurso de Miss Universo ocorrerá no domingo, 30 de setembro, em Medellín. A decisão foi tomada com base em uma determinação da Miss Universe Organization, que fixou o dia 31 de outubro como prazo limite para inscrições de candidatas ou realização de concursos ne seletivas nacionais. Com isso, se encerram as especulações de que a Colômbia mandaria para o Miss Universo uma candidata eleita com menos de um mês de preparação para o concurso, que este ano deverá ocorrer em Bangcoc, em 16 de dezembro.
Com a mudança, o Señorita Colombia 2018, a ser realizado no dia 12 de novembro, em Cartagena, passará a eleger a representante colombiana no Miss Universo 2019, seguindo os exemplos de Venezuela e Peru, únicos países na América do Sul até então a trabalhar com eleição bastante antecipada de suas candidatas. No ciclo do Miss Universo 2018, Myanmar, Laos e Polônia também trabalharam com esse método.
Laura González Ospina, 23, fará sua sucessora no evento denominado Rumbo a Miss Universo, que terá transmissão da RCN, obedecendo ao mesmo esquema de transmissão do Señorita Colombia. Sete jurados a serem escolhidos pela organização do concurso nacional decidirão quem vai representar a Colômbia no Miss Universo 2018 no evento especial.

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