Nova coordenação do concurso de Miss Brasil levará dois anos para recompor quadro de coordenações de certames estaduais


Estruturação do novo Miss Brasil nos Estados terá início a partir de 2021

Da redação TV em Análise

Antares Martins/Organização Miss Brasil Universo/21.07.2016


A organização U Miss Brasil terá um desafio dificílimo para recolocar a etapa brasileira do Miss Universo nos eixos após a decisão de aclamar a representante brasileira na 69ª edição do concurso de Miss Universo, já sacramentada. De acordo com fontes das coordenações estaduais, um amplo projeto de mídia, que deve envolver uma rede nacional de televisão aberta, à parte da plataforma Soul TV, deverá ser o principal responsável pela divulgação do Miss Brasil nos Estados já para a temporada de 2021.
Para que a empreitada do novo Miss Brasil seja viabilizada, será necessária a retaguarda de patrocinadores. Fontes do Miss Brasil informaram ao TV em Análise Críticas que o empresário gaúcho Winston Ling, 64, está encontrando resistências entre as grandes agências e anunciantes assim que foram descobertas suas ligações com grupos do chamado “gabinete do ódio” do presidente Jair Bolsonaro, 65. A Miss Universe Organization proíbe que seus franqueados tenham qualquer ligação política.
A estrutura do U Miss Brasil já tem certa a manutenção das coordenações do Amapá, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Roraima e Sergipe. Outras 17 coordenações deverão ser acertadas somente até o primeiro trimestre de 2021, por causa da pandemia do novo coronavírus. Entre elas estão as de Estados chave como Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo, que somam 29 participações no Miss Universo e 28 títulos nacionais.
Setores de mercado reconhecem que a equipe de Winston Ling não tem calibre suficiente para fazer lobby para classificar as representantes brasileiras no Miss Universo que forem eleitas a partir de agora, incluindo a candidata que já foi indicada. A nova coordenação do Miss Brasil terá pela frente a dura missão de enfrentar os lobbies das coordenações colombiana, filipina, porto-riquenha e venezuelana, fora a do Miss USA, da MUO.
O grande problema para Júlia Horta, que encerra seu reinado de Miss Brasil em agosto, é que ela terá de postergar a sua sucessão no Miss Minas Gerais para 2021. A franquia do Miss Brasil no Estado está em aberto após a saída da Band, anunciada em março.
De acordo com fontes do Miss Brasil, a perspectiva é de que as 27 coordenações estaduais estejam definidas somente para o concurso de 2022. Em 2021, a ideia é fazer um concurso com um número mínimo de candidatas proporcional à quantidade de coordenações credenciadas. Para tampar buracos, o quadro de 27 candidatas estaduais deverá ser completado com candidatas indicadas em alguns Estados a serem definidos. Há entraves financeiros a serem resolvidos com o Miss Universo na formação dessa estrutura.
APOSTAS Para a aclamação de 2020, foram ventilados os nomes de Gabriele Marinho, candidata de Vinhedo ao Miss São Paulo 2015 e representante alagoana no Miss Brasil 2016, Marjorie Marcelle, candidata da capital paulista ao Miss São Paulo 2019, Júlia Gama, Miss Mundo Brasil 2014, única a não ter competido em concursos da família do Miss Universo, Sancler Frantz, Miss Mundo Brasil 2013 e finalista do Miss Rio Grande do Sul 2018, e Bianca Lopes, Miss São Paulo 2019 e terceira colocada na 65ª edição do Miss Brasil vencida por Horta. De acordo com a coordenação do Miss Brasil, qualquer dos nomes especulados já se encontra em São Paulo para a fase de preparação para o anúncio oficial, que deve ocorrer no dia 15 de agosto. A única vez que o Brasil teve uma representante aclamada para o Miss Universo foi em 1993, com Leila Schuster.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Jóia da coroa, Nossas Venezuelas, Projetos especiais e marcado , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s