Pandemia diminui marcha de nacionais do Miss Universo 2020


Ciência e cautela de coordenações devem resvalar na decisão de adiar sucessão de Zozibini Tunzi para março de 2021

Da redação TV em Análise

Jason Bean/Reno Gazette-Journal via USA Today Network/02.05.2019
Sarah Rose Summers (Nebrasca) passou a coroa para Cheslie Kryst (Carolina do Norte) em Reno


A desaceleração provocada pela pandemia do novo coronavírus forçou as coordenações nacionais do Miss Universo a reverem seus planos para a realização dos certames ou, na pior das hipóteses, fazer aclamações. Essa situação já foi adotada por Curaçao e Panamá, mas deve ser seguida por outras coordenações, inclusive a que vai assumir no Brasil. Eventos como o Miss Venezuela, Miss Universo Filipinas e Miss USA já começaram a adotar medidas mais drásticas, como a eliminação de público das finais televisionadas e o distanciamento entre as candidatas.
O medo gerado pelos informes da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre a doença já afeta os ânimos de quem trabalha no meio miss em vários países. A Miss Universe Organization, já pensando nesse cenário, decidiu adiar a 69ª edição do concurso de Miss Universo para março de 2021. A entidade não vai entrar em loucuras de reabertura de fronteiras. Quer esperar a situação em certos países das Américas, com turistas impedidos de transitar pelo bloco europeu. Essa é a trava para a negociação da cidade-sede.
Potências do Miss Universo, Estados Unidos e Brasil são os países com o maior número de casos e de mortos pela Covid-19, de acordo com a Universidade Johns Hopkins. Colômbia, Filipinas, Porto Rico e Venezuela, que também tem grandes retrospectos no concurso, no entanto, ficam atrás nesse aspecto macabro. O Equador, que fez um festão para receber o Miss Universo em 2004, agora se notabiliza pelos cadáveres à espera de enterros.
Com os prognósticos sombrios da pandemia, os concursos nacionais programados agora para julho foram remarcados para datas posteriores. As situações de reaberturas econômicas e de reconfinamentos devem ditar os rumos da sucessão de Zozibini Tunzi, 26, inclusive em seu país natal, a África do Sul. O concurso local está com as candidatas definidas. Com a pandemia, é grande a incerteza sobre o modus operandi da final. A tendência de distanciamento e realização sem público é a mais provável.
Acostumado a aglomerações desde seu início em 1952, o Miss Universo terá se de adaptar ao “novo normal” para sobreviver a uma eventual segunda onda da pandemia. A paralisia de agora dos concursos nacionais denota em que pé a corrida à sucessão de Zozi deve ficar. Esperar pela vacina é o bom senso de quatro em cada cinco coordenadores nacionais.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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