O baiano bolsonarista por trás da nova estrutura do Miss Brasil


Decisões sobre mudança na franquia brasileira do Miss Universo partiram de São Paulo por pressão de anunciantes

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Instagram via Blog Fernando Machado/30.01.2019


A presença do jornalista baiano Roberto Macedo nas negociações para a troca da coordenação brasileira do concurso de Miss Universo expõe as vísceras de uma plataforma do bolsonarismo de tentar aclimatar os concursos de beleza às suas ideologias tacanhas. O mistério em torno de quem assumiu a concessão do Miss Brasil no lugar do Grupo Bandeirantes de Comunicação vai ganhando ares de decifração à medida que se descobrem ingredientes da ala ideológica quer contamina o Executivo federal.
Numa pista, há o nome da empresária Iara Jereissati, nome indicado pela Rede Globo, que faz oposição ferrenha ao presidente Jair Bolsonaro. As digitais da tevê da famíglia Marinho nas negociações para operar o Miss Brasil, os 27 concursos estaduais e mais de 400 concursos municipais estão bastante nítidas. A Globo não assume porque não quer. Isso apesar de ter a seus pés os anunciantes da CBF, da FIFA e do COI, o pessoal da Associação Brasileira de Anunciantes, a Associação Brasileira de Agências de Publicidade, o capital financeiro e o poder político de suas afiliadas, controladas por oligarquias.
Na troca, também estão envolvidos os interesses da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de obras de caridade parceiras da Miss Universe Orgfanization. É essa turma que deve servir de avalista para a Globo pagar US$ 16 milhões por um contrato de cinco anos, válido até 2024, renováveis por mais cinco – até 2029. A Vênus Platinada começa a se assenhorar do sonho de miss. Começa a ditar a verba e o verbo sobre o futuro do Miss Brasil, do Miss Universo e dos concursos locais.
A nova estrutura do Miss Brasil começa a se valer do falso moralismo e da hipocrisia de atrizes como Bruna Marquezine e Marina Ruy Barbosa e de defuntos da Central Globo de Jornalismo, ora colocados em sistema de “home office” no Fantástico para atacar Bolsonaro e sua família, chamada por eles de “familícia”. Isto para não falar dos imbecis do Manhattan Connection apresentados pela boneca Susi de Brasília(*). Basta ver o que os idiotas da GloboNews vivem falando contra o presidente da República. Imagina quando receber amparo estatal da Secretaria de Cultura do Laranjal do Ministério do Turismo, que já foi da ex-atriz(**) Regina Duarte e agora está nas mãos de Mário Frias, bolsonarista histriônico que tenta matar a Indústria Audiovisual do Brasil e perseguir ex-colegas. O que Maitê Proença falou na CNN para derrubar Reinaldo Gottino serve como alerta. Rubem Fonseca, Aldir Blanc, Moraes Moreira, Flávio Migliaccio. Quantos cadáveres mais serão ignorados para serem colocados na mesma cova rasa da suicida Fabiane Niclotti?
Todo o processo de transição do Miss Universo no Brasil passa perto da ETEC Roberto Marinho, construída perto da filial paulistana da Globo, na avenida Berrini, ao lado da marginal fétida do rio Pinheiros e da ponte estaiada que inspirou o cenário da 60ª edição do concurso de Miss Universo, realizada em São Paulo no dia 12 de setembro de 2011. Foi no cenário inspirado na “ponte da Ditabranda” que uma angolana levou o título.
Biógrafo da Miss Universo de 1968, Martha Vasconcellos, Roberto Macedo vinha compartilhando na sua conta do Facebook material de perfis de extrema-direita investigados no inquérito das fake news, instaurado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que tem praticamente a idade de nosso jejum de títulos de Miss Universo. O ex-secretário da Segurança Pública de São Paulo e ex-ministro da Justiça no desgoverno Michel Temer nasceu no dia do AI-5, 13 de dezembro de 1968. Martha levou a coroa de Miss Universo no dia 13 de julho, em Miami Beach, cinco meses antes das trevas começarem. Trevas essas que resultaram em cassações, censura prévia à imprensa e às artes e espetáculos e imposição de exílio e banimento a artistas opositores e políticos de esquerda. Quantas novelas e músicas não foram censuradas? Quantas matérias jornalísticas não foram censuradas e acabaram sendo trocadas por receitas de bolo? O temor da fabricação de uma Sara Winter no Miss Brasil 2020 é enorme.
Na nova coordenação do Miss Brasil, Roberto Macedo será treinador de mídia.


(*)Trata-se da repórter Camila Bonfim, do Jornal Nacional
(**)De acordo com a repórter Délis Ortiz, no mesmo JN

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Força da Grana, Jóia da coroa, Nossas Venezuelas, Poderes ocultos, Podres poderes, Projetos especiais e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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