Daqui a uma semana, Miss Universo no Brasil terá novas mãos


Resta dar nome aos bois

Da redação TV em Análise

Iwi Onodera/EGO/16.11.2015


O Brasil vai participar pela 66ª vez do concurso de Miss Universo, isso já está sacramentado. O que a opinião pública precisa saber é quem financia a franquia, quem vai dirigi-la no país e quais rumos vai tomar em termos de mídia. A estruturação da nova coordenação do Miss Brasil começou em outubro do ano passado, ainda com a Band, e tomou passos lentos. Figura-chave no início do processo, Evandro Hazzy foi afastado das funções após declarações suas a favor do assédio no concurso de Miss Goiás.
Como forma de blindar Hazzy de denúncias de candidatas em programas de televisão, o missólogo virou repórter policial. Nem assim, deixou de ter sua imagem associada ao escândalo recente. Com Hazzy fora do jogo, outros tabuleiros começaram a se movimentar. Ainda mais depois que o Grupo Bandeirantes de Comunicação rescindiu contrato com a Miss Universe Organization, no dia 10 de março. A Band tinha contrato com o Miss Universo até 2022. A emissora diz ter pago a multa contratual à Endeavor, empresa controladora da MUO, envolvida na transição do Miss Brasil.
A empresa que assumir o Miss Brasil a partir do dia 7 de julho, uma terça-feira, deve investir cerca de R$ 35 milhões até 2024 na adaptação dos concursos estaduais, municipais e regionais (no Distrito Federal) aos padrões do Miss Universo. Terá de convencer coordenadores que a idade limite agora é de 18 a 28 anos. Vai enfrentar cinturões evangélicos locais na liberação de candidatas transgêneros. Tentará impor os patrocinadores que a MUO exigir – se é que a MUO tenha ainda esse calibre financeiro.
Toda a equipe que trabalhou no Miss Brasil da Band será reaproveitada. Cerca de 60 profissionais nas áreas de produção, mídias sociais, jurídica, financeira, preparação e treinamento de candidatas, estilo, maquiagem, programação visual, iluminação, administração, relação com as coordenações estaduais, relações com o mercado e relações com a comunidade serão empregados de início. Parte do contingente de produção da Polishop também estará na nova equipe da etapa brasileira do Miss Universo.
A estruturação dos concursos estaduais será uma tarefa mais difícil. A pandemia do novo coronavírus emperrou os planos da nova direção de empenhar os 22 certames que restavam. Não há mais garantia de que as cinco candidatas já eleitas participem. A opção pela indicação é uma possibilidade. Os contratos com as coordenações estaduais e municipais só serão assinados para o concurso nacional de 2021. A MUO quer prazo para que a representante brasileira seja conhecida. O país tem até agosto para definir o nome.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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