Troca de coordenação ameaça os estaduais do Miss Brasil 2020


Coordenações de concursos estão sem trabalhar desde março

Da redação TV em Análise

Marcelo Cardoso/GP1/28.04.2018
Piauí é um dos Estados que ficaram sem coordenação após saída da Band


A crise que marcou a troca de coordenação do Miss Brasil colocou a perder todo o planejamento dos concursos estaduais do concurso de 2020. De acordo com alguns diretores estaduais, os trabalhos foram paralisados assim que o Grupo Bandeirantes de Comunicação rompeu contrato com a Miss Universe Organization, no dia 10 de março. Somado a isso está a pandemia do novo coronavírus, que forçou medidas de isolamento social e prejudicou as cadeias econômicas ligadas ao ramo de concursos de beleza.
Grupos de coordenadores reclamaram do pouco caso dado pela MUO à situação da franquia brasileira, que esteve vaga até o último dia 18. Eles reclamam de perdas com a falta de exposição de marcas, a interrupção dos processos de seleção, o cancelamento do processo de treinamento das candidatas. Os coordenadores estudaram acionar a Endeavor, empresa dona do Miss Universo, em cortes brasileiras e americanas.
O Miss Brasil está fragmentado em grupos de coordenações estaduais na Paraíba e Rio Grande do Norte (Tráfego Models) e Distrito Federal e Tocantins (MK Live). No que depender da coordenação nacional que assumir no dia 7 de julho, a tendência é que mais Estados se juntem a bolos de coordenações estaduais a serem formados com o passar do tempo. No sistema atual, 12 Estados estão com coordenações individuais Acre, Amazonas, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraná, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e Sergipe. 11 Estados – Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo – estão com as coordenações vagas. Elas eram geridas diretamente pela Band ou por franqueados que não sinalizaram com renovação por ainda não terem conhecimento da nova coordenação.
No antigo sistema, Goiás, Pernambuco, Roraima, Santa Catarina e Sergipe tinham eleito suas candidatas para o Miss Brasil 2020, que deverá perder o formato de concurso devido à pandemia, de acordo com Roberto Macedo, porta-voz da nova coordenação. Dessas coordenações, apenas a de Pernambuco decidiu não trabalhar com o Miss Universo. As demais aguardam instruções para como decidir sobre o destino das candidatas.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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