Saem primeiras decisões sobre a nova estrutura do Miss Brasil


Indicação da representante do país no Miss Universo 2020 vai envolver uma finalista de uma edição anterior

Da redação TV em Análise

Rodrigo Trevisan/Band/MissBrasil/Divulgação/09.03.2019
Idade limite passa a atender aos padrões da MUO: 18 a 28 anos


Parte das decisões da nova coordenação brasileira do Miss Universo foi revelada na noite desta quinta-feira (25), durante uma transmissão ao vivo de mídia social entre a Miss Brasil 2017, Monalysa Alcântara, e o jornalista Roberto Maceedo, porta-voz da empresa responsável, que terá seu nome divulgado no dia 7 de julho. Durante a videoconferência, foi anunciado que a idade limite de inscrição das candidatas, incluindo a da que for indicada como Miss Brasil 2020, em agosto, será de 18 a 28 anos, obedecendo aos padrões da Miss Universe Organization. Anteriormente era de 19 a 26 anos.
Ao contrário do que ocorreu recentemente na Colômbia, a participação de transgêneros está liberada para futuras edições do Miss Brasil a partir de 2021, quando o concurso nacional for retomado. Há a proposta de realizar o concurso em diferentes regiões do país. Tudo vai depender de acordos com governos estaduais, a serem firmados pela organização do concurso. O modelo deverá seguir os parâmetros adotados sem êxito pela Band.
Candidatas estaduais eleitas só poderão participar uma vez do Miss Brasil. Em relação a candidatas de concursos municipais para as disputas estaduais, estas podem participar quantas vezes quiserem, desde que estejam na idade limite. Elas poderão representar municípios diferentes ou regiões administrativas (no caso do Distrito Federal). A prática já é comum nos concursos filiados ao Miss Brasil nos Estados.
Fica vetada a participação de candidatas que tenham posado para ensaios de nudez ou feito vídeos eróticos, inclusive os de sexo explícito. As candidatas, a contar dos concursos municipais, poderão levar seus próprios vestidos. Não haverá uma padronização de um único estilista, como vinha ocorrendo até então. O monopólio de Alexandre Dutra e afins engessava o modus operandi do Miss Brasil no período da Band, de 2003 a 2019.
De acordo com Macedo, o retorno dos trajes típicos deverá ser discutido com a nova organização do Miss Brasil, mas fontes da MUO revelaram ao Críticas que isso não deverá acontecer. O Miss USA, concurso que serve de modelo para a nova estrutura do Miss Brasil, aboliu os desfiles de trajes típicos estaduais em 1994. O Miss Brasil só seguiu esse caminho a partir de 2015, já na gestão relâmpago da Polishop para a Band.
A representante brasileira na 69ª edição do concurso de Miss Universo, a ser realizada em março de 2021, deverá ser indicada entre o banco de finalistas e semifinalistas das edições do Miss Brasil realizadas de 2015 a 2019. Candidatas que já casaram ou tiveram filhos não poderão participar do processo de escolha, que será feito por uma comissão envolvendo a IMG Models, a Miss Universe Organization e a empresa franqueada no Brasil.
A parte concernente aos acordos de televisão a serem firmados para o Miss Brasil, os concursos estaduais e os concursos municipais não foi abordada na conversa entre Mona e Roberto Macedo. Esse assunto deverá fazer parte do bojo de negociações dos direitos de TV aberta do Miss Universo para o Brasil, que envolvem a Rede Globo. De acordo com a MUO, outras redes também foram procuradas pela Endeavor, distribuidora do concurso, para preencher o vácuo deixado pela Band, mas não manifestaram interesse. A Band transmitiu o Miss Brasil, os concursos estaduais e o Miss Universo de 2003 a 2019. O que está em jogo agora é a sobrevida televisiva dos principais concursos de beleza no país.
De acordo com Roberto Macedo, o acordo de mídias digitais para as edições do Miss Brasil a partir de 2021 está bastante encaminhado. Falta apenas resolver a parte de televisão.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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