Desafio da nova coordenação do Miss Brasil será de credenciar coordenações estaduais e municipais, mas para concurso 2021


Pandemia deve forçar indicação de candidata brasileira no Miss Universo 2020

Da redação TV em Análise

Antares Martins/Band/ Miss Rio Grande do Sul/Divulgação/20.07.2016
Rio Grande do Sul é um dos Estados que ficaram sem coordenação após saída da Band


Embora ainda não se conheçam os responsáveis, a nova coordenação do Miss Brasil para a disputa do Miss Universo terá uma tarefa duríssima pela frente. De acordo com levantamento do TV em Análise Críticas, 17 dos 25 ex-coordenadores do Miss Brasil que estavam vinculados à Polishop deverão ser chamados para negociar contratos de franquia de concursos estaduais. Em alguns casos, um mesmo grupo pode ficar com mais de um Estado, como ocorre na Paraíba e Rio Grande do Norte (Tráfego Models, de George Azevedo), Distrito Federal e Tocantins (MK Live, de Raffa Rodrigues).
A formação de blocos de coordenações estaduais é tendência usada há anos no Miss USA, desde que o concurso americano do Miss Universo passou a ter estrutura independente, em 1965. Empresas como Vanbros, Casting Crowns e D&D Investments são as maiores captadoras de títulos nacionais desde o início dos anos 2010. Na série histórica, o Texas e o Estado com o maior número de títulos, com nove entre 1977 e 2008.
Os coordenadores “órfãos” da Band não terão uma vida nada fácil nas negociações com a empresa que assumiu a franquia do Miss Universo no Brasil. Estarão sujeitos aos boicotes a serem impostos pela rede da família Saad, que tenta ao máximo se desvincular da área de concursos de beleza, apesar de nada apagar a história da emissora no segmento. Em outra via, deverão encontrar acolhida em grupos concorrentes, a começar da Globo.
A expectativa pela contratação dos antigos coordenadores estaduais do Miss Brasil pela nova coordenação nacional do Miss Universo é grande, mas há buracos a tapar: Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Piauí, Rio Grande do Sul e São Paulo ficaram sem coordenações depois da debandada da Band, no dia 10 de março. Esses Estados tinham coordenações vinculadas diretamente à emissora paulista ou a suas afiliadas. Respondiam diretamente à antiga matriz do Miss Brasil. A coordenação que a Endeavor credenciou para o Miss Brasil terá também a obrigação de credenciar coordenadores municipais através das coordenações dos Estados e regionais, no caso do Distrito Federal. No vídeo da última quinta-feira (18), o jornalista baiano Roberto Macedo, espécie de porta-voz da por ora direção anônima do Miss Brasil, falou em “projeto altamente revolucionário”, sem explicitar qual. As coordenações querem resposta.
Segundo a apuração do Críticas, as coordenações que trabalham o Miss Brasil/Miss Universo de forma autônoma terão de esperar a curva de casos da pandemia do novo coronavírus, que no país já passou de 1 milhão de infectados, segundo dados do Consórcio de Veículos de Imprensa formado por O Globo, G1, Extra, O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo e UOL. Também devem pesar contra os concursos estaduais do Miss Brasil 2020 as políticas de reabertura da economia definidas por governos e prefeituras. De acordo com Macedo, a tendência é que a sucessora da mineira Júlia Horta, 26, seja indicada para representar o país na 69ª edição do concurso de Miss Universo, que deve ocorrer em março de 2021. Todo o planejamento dos concursos estaduais do Miss Brasil terá de ficar para o ano que vem, segundo disse uma fonte do meio miss. A recuperação dos investimentos que se perderam após a saída da Band dependerá das medidas a serem adotadas pela nova coordenação nacional do Miss Universo.
No último levantamento que o Críticas publicou, em 7 de maio, 429 candidatas já tinham sido eleitas para 24 dos 27 concursos estaduais do Miss Brasil 2020. Caso a decisão de indicar candidata ao Miss Universo 2020 se consume, todo o investimento colocado pelas coordenações municipais estará perdido. Com o novo cenário do Miss Brasil, elas terão de trabalhar para definir as candidatas do concurso nacional de 2021, o 67º.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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