Agressividade de Bolsonaro em vídeo de reunião ministerial faz ex-misses Brasil se envergonharem de ter apoiado ele em 2018


O arrependimento vai de Suzana Araújo a Rafaela Zanella

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Reprodução/Supremo Tribunal Federal


Com a liberação, às 17h desta sexta-feira (22), pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello, do aguardado vídeo do show de agressões verbais da reunião ministerial de 22 de abril, no Palácio do Planalto, em Brasília, várias vencedoras do Miss Brasil que apoiaram Jair Bolsonaro na eleição presidencial de 2018 começaram a pensar duas vezes em relação a opção de voto que tomaram. Com a maioria dos nomes preservada para atender a princípios editoriais, uma cepa de misses bolsonaristas colocou as mãos na cabeça e decidiu retirar-lhe o apoio em meio a um show de horrores e negacionismo, que já matou 20 mil pessoas na pátria de Marta Vasconcellos, Ieda Vargas, Deise Nunes, Rafaela Zanella e Júlia Horta, para citar algumas.
A pandemia do novo coronavírus já custou as negociações para a troca de emissora do Miss Brasil e do Miss Universo no país, depois que a Band abandonou o terreno depois de 17 anos. Matou Aldir Blanc e dois integrantes da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), vinculada ao governo “comunista”, segundo Bolsonaro, do tucano João Dória Jr., ele mesmo ex-jurado do Miss Brasil na época do SBT, em 1985 e 1986, quando presidia a estatal do Palácio de Convenções de Anhembi. A milícia virtual bolsonariana aponta suas armas para atacar Márcia Gabrielle e Deise Nunes. Agressões à vista.
Seria inconcebível admitir que a mineira Suzana Araújo, Miss Brasil de 1978, continue a apoiar essa barbárie que ataca a saúde, a ciência, a cultura, as artes e a educação. Rafaela Zanella, médica gaúcha que levou o título de 2006, tomou tal juízo após sua irmã pegar coronavírus. Mirou Bolsonaro sem citá-lo em matéria do portal F5, do Grupo Folha.
Diretores da Miss Universe Organization já preparam uma nota de repúdio às agressões de Bolsonaro à liberdade de expressão, à saúde, à mulher e à vida, além de representantes dos poderes legislativo e judiciário, além de governadores e prefeitos que adotaram desde março as medidas de isolamento social atendendo determinações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, na época de Henrique Mandetta. A retirada da Band do rol de franqueadas se deveu ao apoio da rede paulista a Bolsonaro, em 2018, orientada pelo filósofo Olavo de Carvalho. Magda Magalhães, diretora da Band que assinou o atestado de óbito dos concursos de misses na emissora, é adepta do olavismo.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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