Sem clima, upfronts da temporada 2020-2021 são adiados pelas cinco principais redes abertas americanas por efeito pandemia


NBC, FOX, ABC, CBS e The CW terão de rever estratagemas com pilotos parados e estúdios fechados

Da redação TV em Análise

CBS/Divulgação
Pauley Perrette, Jaime Camil e Natasha Leggero em Broke, que a CBS cancelou


O segundo domingo de maio, Dia das Mães, também marca para as redes abertas americanas o início das decisões para a próxima temporada televisiva. O esgarçamento do novo coronavírus sobre os Estados Unidos obrigou as cinco principais redes abertas – NBC, FOX. ABC, CBS e The CW – a reajustarem seus calendários de apresentação de suas grades às afiliadas e aos anunciantes. Com estúdios fechados, roteiristas e produtores em home office e pilotos paralisados, a temporada 2020-2021 começa planejada sob o estigma da incerteza. O ceticismo ronda a cabeça dos executivos das emissoras.
O dia 10 de maio de 2020 deveria marcar o início da rodada de apresentações de grades de programação. Decisões de cancelamentos já começaram a ser tomadas, mas a granel. A CBS renovou o grosso de sua grade. Novatas da temporada 2019-2020 – Broke, Carol’s Second Act e Tommy – e veteranas – God Friended Me e Man with a Plan já estão sendo passadas à faca.  Nas outras redes, a navalhada terá de esperar mais um pouco.
Com a LA Screenings cancelada, não há certeza de quando as redes farão as videoconferências e emitirão seus comunicados de programação para a fall season. O mercado internacional está de joelhos. As TVs de outros países não estão preocupadas com o que as redes americanas estão tentando fazer: querem é solidariedade para essa hora dramática. A conta bate nas operadoras de TV por assinatura, que abrem sinais de certos canais, que apresentam séries com uma defasagem enorme no Brasil, por exemplo.
A pandemia do novo coronavírus tem sido um prato cheio para as empresas especializadas em organizar videoconferências e convertê-las, em alguns casos, em shows de caridade. Não é o suficiente. Os ringues do UFC e da WWE sem plateias denotam o temor do “novo normal”, da panaceia que as cinco grandes redes terão de enfrentar. Para, no final, passarem a conta salgada da paralisia aos estúdios, redes, plataformas e programadoras. Sindicatos de atores e roteiristas também devem entrar nessa grita geral.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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