O terrorismo financeiro da Rede Globo com o novo coronavírus


A quem interessa? Aos bancos?

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Reprodução/GloboNews via Metrópoles


Depois de dezessete anos, o jornalista João Borges deixou o posto de comentarista de economia da GloboNews, mas sua presença ainda se fez sentir na última segunda-feira (6), ao fazer um anúncio da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), relativo à pandemia do novo coronavírus, recomendando uso de aplicativos das instituições financeiras para pagamentos. Muito me surpreendeu a sintonia que Borges já tinha com as instituições financeiras, desde que chegou ao Grupo Globo, no início do governo Lula.
A cobertura alarmista da Rede Globo e da própria GloboNews tem parecido coisa mais de programa policial monstruoso descrevendo crimes hediondos executados com os mais sórdidos requintes de crueldade. Foi o que as emissoras fizeram após a Copa de 2014, com os espetáculos das 70 fases da Operação Lava Jato, nas manifestações de 2015 patrocinadas pela Fiesp e no golpe parlamentar de 2016, que derrubou a então presidenta Dilma Rousseff, torturada durante a ditadura na “Torre das Donzelas”.
Não se trata de Jair Bolsonaro e sim de um grupo de comunicação que se amamentou nos peitos da ditadura militar instaurada com o Golpe de 31 de Março de 1964, que atirou a democracia brasileira em longos 21 anos de escuridão. A Globo tira do foco do novo coronavírus para tratar de síndrome respiratória aguda grave (SARS, na sigla em inglês), a conhecida pneumonia asiática de 2003. Assim como eu, a Globo não defende Bolsonaro e seus milicianos de auditório e do Escritório do Crime. Os ataca toda a vez que o presidente da Republica faz pronunciamentos em rede nacional de rádio e televisão com panelaços convocados por movimentos sociais. Também era assim que a extrema-direita de Bolsonaro, deputado federal por 28 anos, fazia no segundo mandato de Dilma.
Depois de sua saída, fica a indagação: a quem João Borges efetivamente serve? À elite bancaria, com a qual tinha livre trânsito desde a época de jornalismo impresso? E a quem a Globo serve? À esquerda de seu atores de novelas? Aos “especialistas” de ocasião? Aos infectologistas do Fantástico, que tomaram o lugar dos cavalinhos dos times de futebol? Como concessão pública de radiodifusão, a GloboNews serve mais como balcão da Al Qaeda do que como empresa de comunicação a serviço do povo brasileiro.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Ética jornalística, Força da Grana, Globelezação, Mondo cane, Terrorismo econômico e marcado , , , , , , , . Guardar link permanente.

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