Coordenações entregam destino de candidatas já eleitas para o Miss Brasil 2020 a franquia do Miss Universo ainda inexistente


Corre-se o risco de entregar as candidatas nas mãos de bandidos e picaretas profissionais

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Isaac Freitas/Divulgação


Um mês depois de a Rede Bandeirantes ter tornado pública sua decisão de devolver a concessão brasileira do concurso de Miss Universo, o sofrimento de coordenações estaduais que trabalham para o concurso internacional só aumenta. A falta de uma empresa que coordene o Miss Universo no Brasil só acentua ainda mais o cenário gravíssimo, que deve apontar para um Miss Brasil mais enxuto. Mas com que forma?
De nada adiantam os esforços do Studio Márcio Prado e da BMW Eventos, por exemplo, para realizarem os concursos do Maranhão e do Paraná, por exemplo. Na mesma fila estão Meyre Manaus (Acre), Enyellen Sales (Amapá), Lucius Gonçalves (Amazonas), Raffa Rodrigues (Distrito Federal e Tocantins), Fátima Abranches (Goiás), Warner Willon (Mato Grosso), Herculano Silva (Pará), George Azevedo (Paraíba e Rio Grande do Norte), Miguel Braga (Pernambuco), Berta Zuleika (Rondônia), Paulo Silas Valente (Roraima), Túlio Cordeiro (Santa Catarina) e Luiz Plínio (Sergipe). Serão eles que farão os panelaços diários na porta da Rede Globo e levar petição online à IMG Models no desespero?
Ex-parceiros da Band, esses coordenadores deverão ir para a emissora que o Miss Brasil e o Miss Universo forem. Eles já cansaram da omissão da emissora na cobertura e na promoção de seus certames. Já acenam com um processo por danos morais, capaz de quebrar Johnny Saad, dono de dezesseis fazendas e filiado à UDR. O herdeiro da Band foi o grande fiador do projeto da sede do Miss Universo 2011 em São Paulo. Quem falar em conversa de Eike Batista e Marcelo Odebrecht estará plantando fake news. É palerma.
Sobre o Miss Brasil 2020, o grande temor dos coordenadores de candidatas estaduais já eleitas ou ainda a serem eleitas é de que estas caiam nas mãos de bandidos e estelionatários que se valem dos respectivos dramas para faturar às custas de suas desgraças. Sem o mercado persa da Polishop, sem outras empresas dispostas a patrocinar e sem uma emissora que o transmita, a viabilidade de termos uma candidata na 69ª edição do concurso de Miss Universo, cotada para ocorrer só em março de 2021 devido à pandemia no novo coronavírus, está ficando cada dia mais remota. Os meses seguintes se encarregarão de dar a resposta definitiva sobre quando Júlia Horta fará sua sucessora.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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