Sobrevida do Miss Brasil para o Miss Universo está ameaçada


Coronavírus e falta de coordenação nacional agravam situação de estaduais

Da redação TV em Análise

Instagram/Miss Minas Gerais/10.04.2019


Três das quatro coordenações estaduais que tinham marcado concursos estaduais do Miss Brasil até o dia 4 de maio decidiram adiar seus certames em função do novo coronavírus. Esse é apenas mais um capítulo do drama que se iniciou em julho do ano passado, com a debandada da antiga patrocinadora da etapa brasileira do Miss Universo. A “operação desmonte” dos concursos estaduais engendrada pela Rede Bandeirantes abriu uma cratera desproporcional nos meios missológicos brasileiros. Até eventos de franquias rivais do Miss Universo estão tendo de ser adiados ou cancelados.
Oficialmente, a coordenação do Miss Mato Grosso passou a trabalhar em sistema de home office para prosseguir com as atividades de divulgação internas enquanto o Estado segue em quarentena. No Paraná, a etapa estadual que estava marcada para o dia 20 de abril teve de ser adiada em função da pandemia. Com a suspensão de eventos no Teatro Artur Azevedo, em São Luís, a tendência é de que o Miss Maranhão 2020, marcado inicialmente para o dia 27 de março, também seja adiado. Tal pausa deverá ser importante para o incremento do quadro de candidatas municipais, que saltou de 20 para 26.
Estados chave como Minas Gerais, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo ficaram sem coordenação depois que a Band devolveu a licença brasileira do Miss Universo para a Endeavor Group, controladora da Miss Universe Organization. Fora esses, outros 17 Estados e o Distrito Federal são obrigados a andar em passo de tartaruga com a produção de seus concursos para a 66ª edição do Miss Brasil, se é que ela aconteça. O vácuo de coordenação nacional é péssimo para Júlia Horta, Miss Brasil de 2019. A mineira sabe que precisa coroar a sua sucessora, mas ela própria está em quarentena. Eventos que teriam a sua presença estão sendo remarcados devido à pandemia.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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