Começou a ‘operação desmonte’ das coordenações estaduais ligadas ao Miss Universo após a oficialização da saída da Band


Brasil está sem licença da MUO

Da redação TV em Análise

Miss Pernambuco/Divulgação
Entrevista de candidata ao Miss Pernambuco em programa:: último ato da Band


As 27 coordenações estaduais do Miss Brasil, assim que foram notificadas pela Rede Bandeirantes, começaram o processo de desvinculação automática da Miss Universe Organization. A informação foi confirmada ao TV em Análise Críticas por um grupo de coordenadores que pediu para não ter seus nomes revelados.
As coordenações estão confiantes de que uma nova emissora deverá assumir os direitos de transmissão de TV aberta do Miss Universo no Brasil. A Globo é a principal interessada em comprar o pacote proposto pela Miss Universe Organization, que compreende também o Miss Brasil os 27 concursos estaduais e concursos municipais nas áreas de atuação de suas 124 emissoras próprias e afiliadas no país, incluindo as 27 capitais.
Assim que a Band anunciou a devolução dos direitos de representação do Miss Universo no país à Endeavor Group, na tarde da terça-feira (10), a licença brasileira do concurso está vaga dede então. Os concursos originalmente programados nos Estados para o Miss Brasil 2020 irão para outras franquias de menor importância até que se resolva que empresa vai ficar com a concessão do Miss Universo no país. O Brasil está presente nas disputas do Miss Universo desde 1954 e conquistou dois títulos, na década de 1960.
A Band não justificou as razões pelas quais decidiu desistir do pacote de concursos de misses, que estava em suas mãos desde 2003. Fontes de mercado avaliam que a emissora teve perdas de R$ 54 milhões com a transmissão dos certames, entre nacional (Miss Brasil), internacional (Miss Universo) e estaduais. Além do Miss Universo, a Band exibiu o Miss Mundo em 2003 e o extinto Beleza Brasil, que levaca ao Miss Terra, em 2004.
Plim-plim Fontes da Endeavor estão avaliando o caso brasileiro e já admitiram estar em negociações avançadíssimas com outra rede de televisão para assumir as obrigações junto à Miss Universe Organization. Pelo Miss Brasil, Miss Universo e concursos estaduais, a Globo deve pagar cerca de R$ 35 milhões por um contrato de 10 anos, válido até 2029. O acordo prevê um contrato inicial de cinco anos, válido até 2024, com renovação automática por mais cinco anos. No entanto, a Globo deverá delegar a promoção do Miss Brasil a uma empresa, nos mesmos moldes do que já faz no Lollapalooza e Rock in Rio. A Band comprou o Miss Brasil em 2003 da Gaeta, mas se apossou de sua organização em 2012. Em 2015, terceirizou a gestão do Miss Brasil para a Polishop. No entanto, os direitos de enviar as candidatas brasileiras ao Miss Universo continuavam sendo de sua responsabilidade. A MUO jamais fechou qualquer acordo com a Polishop.
Na parte comercial, a Globo deverá tratar os concursos da família do Miss Brasil/Miss Universo da mesma forma que outros eventos, como campeonatos de futebol, esportes a motor e de lutas, Olimpíadas e Carnaval: com vendas de cotas de patrocínio. O que a Globo deverá propor ao Miss Universo é uma revalorização comercial do produto miss, coisa que a Band tentou por sucessivas vezes desde 2005, sem conseguir os resultados desejados de audiência. Missólogos já veem como positiva essa mudança para os concursos, caso o contrato seja assinado, o que deve acontecer dentro de dois meses.
Procurada pelo Críticas, a Central Globo de Comunicação admitiu que a emissora está em trativas junto à Miss Universe Organization, mas para projetos sociais. Em relação à transmissão do Miss Brasil, Miss Universo e concursos estaduais, a emissora declinou de confirmar as informações e disse que as tratativas ocorrem em sigilo.
Para o Miss Brasil, Miss Universo e concursos estaduais, a Globo deverá usar suas plataformas digitais (Globoplay e G1) para dar maior abrangência e usar a rede aberta para a exibição dos principais momentos dos eventos (exceto Miss Brasil e Miss Universo, que deverão ter transmissões ao vivo na TV). Esse é o ponto das negociações que muitos missólogos contestam. Eles temem uma “mutilação” do meio miss na TV aberta.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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