Assunto da semana: A sucessão de Júlia Horta, sala de espera


Os primeiros movimentos esperados para o Miss Brasil 2020

Fotos Mister Shadow Photography/Divulgação/19.03.2019


Passada a folia, é hora de alguém mexer os pauzinhos para aplainar as direções iniciais do que deve se ditar do rumo da 66ª edição do concurso de Miss Brasil, a julgar pela falta de movimento da Rede Bandeirantes em relação à sua estrutura central. Pega concursos importantes como o Miss São Paulo, Miss Rio de Janeiro, Miss Minas Gerais e Miss Rio Grande do Sul. Por Monalysa, o Miss Piauí não poderia ficar fora deste escopo. Mas, pela desorientação geral tomada a la Orange is the New Black na matriz paulista, a coisa parece beirar o sanatório.
Por mais distração que a Miss Brasil reinante, a mineira Júlia Horta, 25, denote nas suas redes sociais, despida da sua faixa e da sua coroa, não parece que estamos vendo a Miss Brasil 2019 em ação. Estamos isso sim é diante de uma turista mineira comum, que sai de Juiz de Fora para passar a folia no Rio de Janeiro. Em épocas como de Monalysa Alcântara e da antecessora, Raíssa Santana, faixa de Miss Brasil em camarotes de Carnaval era obrigação. Júlia, onde ficou a sua faixa e a sua coroa de Miss Brasil 2019? Guardada em um cofre de banco? A ver.
Quatro Estados – Goiás, Roraima, Santa Catarina e Sergipe – elegeram as candidatas de um Miss Brasil fadado por alguns a não acontecer, culpa em parte da contaminação ideológica dos livros do astrólogo Olavo de Carvalho, o “predestinado” da extrema-direita que parte da alta cúpula da Band parece cultuar. Em tempos de bolsonarismo e milicianos, a sobrevida de um concurso de Miss Brasil válido pelo Miss Universo parece externar ou terrorismo empresarial ou chantagem de mídia para deixar o país fora do concurso internacional de beleza pela segunda vez.
Até setembro, mês cotado para a realização do concurso, muitas águas de rios ainda irão rolar país afora nas etapas estaduais do Miss Brasil, inclusive no Piauí. Não sabemos ainda se o dedo do Deus Mercado vai ferrar a Band e ajudar a Rede Globo, de programas críticos do bolsonarismo. É evidente que há as digitais da IMG Models nessa ciranda de pedras, pedregulhos e pedradas que Júlia enfrentará na jornada para coroar sua sucessora. Se ela está desviando das funções de reinado, essa é uma outra história. Será outro Carnaval. Boa quarta-feira a todos.


Publicação simultânea com o Arte & Fest do Jornal Meio Norte desta quinta-feira (27/2)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Coluna da Semana, Jóia da coroa, Nossas Venezuelas, Projetos especiais e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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