Coordenadores estaduais estudam processar a Band caso não realize o Miss Brasil 2020 e deixe o país fora do Miss Universo


Ações por danos morais contra a emissora já começam a ser trabalhadas

Da redação TV em Análise

Max Carvalho/Divulgação/17.09.2019


Um grupo de coordenadores estaduais do Miss Brasil já começa a trabalhar para mobilizar advogados em todo o país para demandar ações por danos morais contra a Rede Bandeirantes de Televisão caso esta cancele a 66ª edição do concurso de Miss Brasil, prevista para setembro. A informação foi passada ao TV em Análise Críticas por um coordenador estadual que não quis se identificar.
Os coordenadores de 24 Estados e do Distrito Federal já estimam prejuízos de R$ 8,5 milhões, somadas todas as coordenações, com o não envio de candidatas, o cancelamento dos processos de preparação e as despesas de transferência para outras franquias de menor importância. O grupo já trabalha uma ação contra a Polishop, por perdas decorrentes do projeto Be Emotion, feito de 2016 a 2019. O processo corre em sigilo.
Boa parte dos interessados na ação é de coordenadores que eram licenciados da Polishop, mas demonstraram interesse em continuar com a nova coordenação do Miss Brasil, que a parte olavista da direção da Band quer impedir que seja formada. A Band, no entanto, esclareceu a reportagem do Críticas que está aberta a propostas para a realização do Miss Brasil a partir de 2020, consumada a ruptura de patrocínio com a Polishop.
Entre os setores que podem ser diretamente afetados por uma eventual decisão da Band de não fazer o Miss Brasil 2020 estão os de serviços, alimentação, vestuário, higiene pessoal, transportes, segurança, logística, comunicações e educação. Nesse terreno estão as escolas de modelos e misses de Deise Nunes e Natália Guimarães, integrantes da “Equipe Águia”, que poderiam perder importantes oportunidades de trabalhar com os concursos estaduais e nacional, caso a implicância da Band prossiga.
Para viabilizar o Miss Brasil 2020, a Band designou a executiva Patrícia Régia para cuidar de sua área comercial. Ela responderá à estrutura deixada pelo projeto de Evandro Hazzy, que está em férias na Itália. O temor de o país ficar fora do Miss Universo pela segunda vez desde 1990 é grande entre os coordenadores que estudam processar a Band.
A Band detém os direitos de transmissão do Miss Brasil e do Miss Universo (estes de TV aberta) desde 2003 e de concursos estaduais desde 2004. Em 2011, começou a deter também os direitos de representação do Miss Universo no Brasil. Em 2015, cedeu à Polishop o direito de explorar comercialmente o Miss Brasul, mas manteve o direito de representação do Miss Universo. O contrato com a Miss Universe Organization, renovado cinco vezes desde a época da Gaeta, entre 2003 e 2011, vai até 2022. Com a formação da nova coordenação, um novo contrato deverá ser assinado com validade até 2027.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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