O sutil movimento da carioca Márcia Gabrielle, Miss Brasil 1985 pelo Mato Grosso, para tocar adiante concurso Miss Piauí 2020


A foto com o produtor que cevou Monalysa Alcântara ao título de 2017 denuncia tudo

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

“Eu o lindo, Denis Coulter, que me quer no Júri em Teresina e eu doidinha para voltar a esta terra linda que é Piaui!”
(Maŕcia Gabrielle no Instagram, 16/1/2020)

Reproduções/Instagram


Uma imagem chamou a atenção da comunidade missólogica nesta quinta-feira (23): a de um encontro da Miss Brasil 1985, Márcia Gabrielle, com o produtor e maquiador Denis Coulter. Embora a imagem aparente ser antiga, ela demonstra sinais de que Márcia Canavezes tem algo a fazer para a realização do Miss Piauí 2020 sair do atoleiro, em meio à crise causada pela perda de patrocinador por parte da rede que detém a concessão do Miss Universo para o Brasil, a Bandeirantes.
Márcia foi a quinta Miss Brasil do período do SBT. Voltou de Miami com uma classificação entre as 10 semifinalistas, em 15 de julho de 1985. Embora carioca, Márcia venceu o Miss Brasil pelo Mato Grosso, reduto de coronéis da política e do agronegócio. Perdeu o mesmo Miss Cuiabá que a ex-líder do desgoverno Bolsonaro Joice Hasselmann concorreria anos mais tarde. Na mão oposta de Joice, Márcia não plagiou receita secreta da KFC para fazer matéria na revista Veja, tampouco foi expulsa de Sindicato de Jornalistas. Conseguiu a vaga para o Miss Mato Grosso pela cidade de Barão de Melgaço (110 km ao sul da capital mato-grossense), através de aclamação. Foi a ponte para sua vitória nacional.
A ansiedade de Márcia para rever Coulter tem uma razão: ser jurada do Miss Piauí 2020, que para começar nem equipe de coordenação tem. Só Coulter se segurou em meio ao imbróglio que a Band Piauí enfrenta desde julho do ano passado para o Miss Piauí. Coulter foi o responsável por descobrir Monalysa Alcântara, 21, jovem residente na cidade de União (56 km ao norte de Teresina), que se tornaria Miss Piauí no primeiro concurso estadual promovido pela Band no Estado em 2017. Depois, Mona venceria o Miss Brasil e, sob ataques racistas, os superou para chegar à mesma história de Márcia no Miss Universo. O mesmo que a agora senhora Tim Tebow (Demi-Leigh Nel-Peters) venceria para tirar a África do Sul de uma seca de 39 anos sem títulos, contando os 10 de suspensão do Miss Universo devido ao regime de segregação racial do apartheid.
Para a jornada de Márcia Gabrielle Canavezes no Miss Piauí 2020, é melhor aguardar as cenas dos próximos capítulos. Sua conterrânea Carla Godinho está à espreita.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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