Com concursos estaduais rolando, área comercial da Band terá de se desdobrar para viabilizar projeto do Miss Brasil em 2020


Está com a batata quente nas mãos

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Benjamon Askinas/Miss Universe Organization/Divulgação/08.12.2019
O que deve ser pensado é a sucessão de Júlia Horta após sua participação no Miss Universo


Com as coordenações de 15 dos 27 Estados trabalhando, não há por que a Rede Bandeirantes dizer que não vai realizar a 66ª edição do concurso de Miss Brasil. A sucessão da mineira Júlia Horta, 25, terá de acontecer, para bem ou mal. Júlia já nos representou no Miss Universo 2019 e fim. Vai ficar encostada até quando para fazer sua sucessora? E em Minas Gerais, qual é o plano para tanto?
A Band sabe que tem nas transmissões do Miss Brasil, do Miss Universo e dos concursos estaduais peças valiosas para atrair anunciantes. Não é por causa da Polishop que a emissora vai abandonar de forma abrupta um projeto que ela mesma abraçou em 2003. É irresponsável que uma rede desse porte pense tão pequeno, em tempos de recuperação da economia brasileira após anos de recessão. O Miss Brasil precisa resistir às agendas autoritárias, fascistas e fundamentalistas do bolsonarismo e da grosseria olavista.
Vamos aos fatos: a Band tem emissoras próprias no Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo. São 10 Estados em que a Band tem emissoras filiadas, aptas a organizar as etapas estaduais do Miss Brasil. Destes, só os concursos da Bahia e do Paraná estão assegurados para 2020. O restante vem de Estados onde existem emissoras afiliadas – Espírito Santo, Pernambuco e Roraima. O problema agora é quem vai fazer a organização do Miss Brasil para a Band, no nome da IMG Models e da Miss Universe Organization.
Diretores do Miss Universo ficaram furiosíssimos com a classificação desastrosa de Júlia no concurso de Atlanta e perceberam que algo existe de errado na franquia brasileira. O episódio da saída da Polishop do certame não foi bem digerido por esses diretores. A 13ª colocação da mineira na 68ª edição do concurso, realizada no dia 8 de dezembro do ano passado, foi um recado duríssimo à Band para tentar organizar o Miss Brasil 2020. Agora, a emissora está com a faca e o queijo nas mãos para a sua viabilização. Tem obrigações com a Endeavor/MUO/IMG nas mãos. Trata-se de uma batata quentíssima, que pode dar à turma de Evandro Hazzy e das ex-misses queimaduras irreversíveis de imagem.
Abril é o mês limite para a Band assegurar a presença brasileira na 69ª edição do Miss Universo, a ser realizada em dezembro na Cidade do Panamá. Do contrário, aí sim, a Endeavor/IMG/MUO entrará em ação para passar os concursos para a Globo. O mercado publicitário brasileiro e a indústria fornecedora de misses entrarão em polvorosa.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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