44,44% das 27 coordenações estaduais do Miss Brasil só vai inscrever candidatas para o concurso de 2020 a partir de abril


Elas receberam orientação da Band

Da redação TV em Análise

Case Assessoria/Divulgação/09.03.2019
Nos Estados, a sucessão de Júlia Horta começa a ganhar rosto


A ordem na Rede Bandeirantes não é mais cancelar a 66ª edição do concurso de Miss Brasil, mas condicionar a sua realização à dos concursos estaduais, como já está ocorrendo em 19 coordenações – Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins. Quatro delas – Espírito Santo, Paraná, Pernambuco e Roraima – terão concursos apoiados pela emissora.
Das coordenações citadas, Alagoas, Amapá, Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Rondônia estão inscrevendo candidatas. Acre e Tocantins ainda não abriram inscrições. Goiás, Santa Catarina e Sergipe já elegeram candidatas de forma antecipada.
Amazonas, Ceará, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo ainda não tem coordenações estaduais constituídas. De acordo com a Band, esses Estados só deverão estar com suas coordenações formadas a partir de março. So após o fechamento do ciclo de concursos estaduais é que a emissora deverá fazer as primeiras contratações de equipes de produção e coordenação para a nova estrutura do Miss Brasil. Na emissora, cerca de 20 pessoas já trabalham no esboço da estrutura jurídica da nova estrutura da etapa brasileira do Miss Universo. Nomes de ex-misses e de especialistas no meio miss começaram a ser ventilados, mas nenhum foi confirmado.
A intenção é fazer com que o Miss Brasil tenha modelo de organização semelhante ao que é adotado no Miss USA – concursos estaduais primeiro e definição da cidade-sede e patrocinadores do concurso nacional depois. É calcada nessa estrutura que a “Equipe Águia” tenta montar o modelo adotado pela Endeavor/IMG no Miss USA. A estrutura do Miss Universo é outra história. Uma equipe da Band deve ir a Nova York para fazer as tratativas de formatação da nova estrutura do Miss Brasil, que deverá ser formada aos moldes de uma empresa autônoma de eventos, o que a Miss Universe Organization é.
Com essa padronização, a tendência em uma pequena parte das coordenações é só inscrever candidatas a partir de abril, inclusive nos Estados que ainda não tem coordenações, em sua maioria, ligadas a emissoras próprias da Band. É nas emissoras de Estados chave, como as do Amazonas, Minas Gerais, Piauí, Rio Grande do Sul e São Paulo que residem boa parte das decisões relativas ao futuro da participação brasileira no Miss Universo. O Rio de Janeiro não entra na conta por que ainda conta com um licenciado.
Tal padronização deve afetar transmissões de concursos estaduais em rede nacional, como é o caso do Miss São Paulo. Na cabeça dos certames estaduais, a Band aposta na exibição primária ao vivo em redes sociais para depois a TV exibir uma compactação. É o que vai acontecer com o Miss São Paulo 2020, cuja estrutura sequer começou a ser formada. Isso já acontece em concursos de outros Estados como Amapá (sem apoio da afiliada local), Amazonas, Bahia, Pará (tal como o Amapá), Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte. A Band organiza e transmite o Miss São Paulo desde 2006.
Outra fonte de receita do novo Miss Brasil será tentar apostar em transmissões de eventos preliminares via pay-per-view. A Band está despreparada para tentar tungar os fãs de concursos de beleza. O modelo de PPV já foi usado nos desfiles preliminar e de trajes típicos da 68ª edição do concurso de Miss Universo e encontrou forte oposição. O argumento do Miss Universo era de destinar parte da receita das vendas à uma instituição de caridade apoiada pelo concurso. A cor do dinheiro ainda não veio. É o mesmo modus operandi que a Endeavor tenta aplicar de sua propriedade do UFC no esporte. Esse é o filé que a MUO tenta vender à Rede Globo para tentar usar a estrutura da Globosat para tanto. A expertise do Big Brother Brasil deve fazer o canal sazonal servir também às misses, se a Globo quiser. E os pobres coitados dos telespectadores pagarem a conta. Deve pesar a favor na hora de negociar os direitos de transmissão dos concursos dos Estados.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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Uma resposta para 44,44% das 27 coordenações estaduais do Miss Brasil só vai inscrever candidatas para o concurso de 2020 a partir de abril

  1. Eduardo Julio A. Anffe disse:

    Até no mundo miss existe maracutaia. Isso tem que acabar.

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