Monopólio da Globo na Copinha é péssimo para telespectador


Conluio com a FPF falou mais alto

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Reprodução/FPF TV via GloboEsporte.com
Vitória do River-PI sobre o Capital-TO, por 6 a 1 classificou equipe piauiense


Desde o dia 2, o calendário do futebol brasileiro para 2020 tem sido aberto pela 51ª edição da Copa São Paulo de Futebol Junior, organizada pela Federação Paulista de Futebol (FPF). Ao contrário de anos anteriores, emissoras como a católica Rede Vida saíram de cena. Esta fechou seu departamento de esportes. Mandou todo mundo embora. Na ESPN, que dividia as transmissões em TV paga com o Sportv, nenhuma manifestação. Sozinhas, as emissoras do Grupo Globo (Rede Globo, só a final, Sportv e GloboEsporte.com, o resto) ficaram com o ônus da transmissão.
Na versão oficial, a transmissão do grosso dos jogos é da FPF TV, canal de vídeos da Federação Paulista de Futebol. Isso para uma competição com 167 equipes dos 26 Estados e do Distrito Federal. O Piauí tem o River Atlético Clube (classificado para o mata-mata) e o Fluminense de Teresina (que ficou pelo caminho, na primeira fase).
A opção da FPF par4a privilegiar a Rede Globo na Copinha de 2020 soou prejudicial ao telespectador e assinante de TV paga. Quem tinha na ESPN ou Rede Vida diversidade de opiniões nas transmissões de jogos, principalmente na esperada final de 25 de janeiro, no Estádio do Pacaembu, saiu no prejuízo. E assim o será, em prejuízo da liberdade de escolha e em favor do monopólio do verbo e da verba. A sociedade brasileira não merece. Em ano olímpico, o esporte brasileiro vê sua primeira prestação de desserviço. Além disso, é uma agressão à democracia que a Globo tanto apregoa em tempos bolsonarianos.
Et pour cause: a Globo é a mesma emissora que tenta tirar da Band, via Endeavor/IMG, os direitos de TV aberta do Miss Universo, Miss Brasil e dos concursos estaduais de beleza.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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