Assunto da semana: Episódios prestes a se repetirem, de novo


A caixa de ressonância televisiva do Emmy para os Golden Globes

HBO/Divulgação


Você pode até achar que eu estou escrevendo coisa velha, mas todo ano, quando vem essas indicações dos Golden Globe Awards, é essa coisa de venceu o Primetime Emmy na sua categoria, leva benefício na indicação para a premiação da Associação de Correspondentes Estrangeiros de Hollywood. Esses são os casos de Jodie Comer, Billy Porter, Michelle Williams, Bill Hader e Phoebe Waller-Bridge que venceram suas categorias de atuação principal em série dramática, minissérie ou telefilme e série cômica, respectivamente. Trata-se de uma lógica do bife.
E por que se aplica a lógica do bife da tábua para bater mais que fica mais macio? Por que nos Golden Globes a HFPA leva em conta o ano cheio e não o ano comercial das emissoras – 1º de junho do ano anterior a 31 de maio do ano da premiação. Tem lá as categorias de cinema, que fazem esse evento ser, em alguns casos, caixa de ressonância para o Oscar, cuja 92ª edição será mais cedo, em 9 de fevereiro. Não vamos tratar de filmes e sim da embalagem televisiva dos Globes, diversificada pela Apple, que se junta à turma do streaming de Amazon, Hulu e Netflix.
Limitada na essência de programas roteirizados, a parte de televisão dos Golden Globes, que entra em sua 77ª edição, marcada para 5 de janeiro, no Beverly Hilton, em Beverly Hills. Se empobrece na quântica de segmentos. Realities de competição e programas de variedades ficam fora porque não interessam à comunidade votante, que fala de hindu a português, do mandarim ao espanhol. Quem é Blake Shelton para um repórter do Asahi Shimbun, por exemplo? Passa a bola para a Academia do Grammy, que é a jurisdição mais correta. Música, só se for de filme e fim.
Nas áreas de produção, Fleabag e Chernobyl fazem coro ao que se colocou na abertura do texto, que contempla as indicações anunciadas em meio ao calor da repercussão da 68ª edição do concurso de Miss Universo, na manhã da segunda-feira (9). Entre Coringas e Joaquim Phoenix, nas contas de filmes, a festa de indicações foi para uma produção da Netflix chamado Uma História de Casamento, com oito. E ainda vem com conversa de filme em circuito comercial em plena era de streaming de vídeo? Ora! As formas de diversão mudaram, seus incompetentes! Feliz Natal.


Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (21/12)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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