Quem vai bancar a conta da 66ª edição do concurso Miss Brasil para facilitar a sucessão da mineira Júlia Horta ainda em 2020?


A Band terá de correr ao mercado

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Case Assessoria/Divulgação/09.03.2019
Eleição de Júlia Horta ocorreu em convenção da então patrocinadora


A temporada de concursos estaduais da 66ª edição do concurso de Miss Brasil já tinha começado em 31 de julho, em Sergipe, logo após a ruptura do contrato de patrocínio master da Polishop para a etapa nacional do Miss Universo, que vigorava desde 31 de outubro de 2015. Júlia Horta, 25, mineira eleita Miss Brasil 1019 numa convenção da varejista no dia 9 de março, em São Paulo, não ficou desamparada na ida para Atlanta, onde competiu na 68ª edição do concurso de Miss Universo, realizada já cinco dias. Júlia não foi para Nova York, achando que venceria. Voltou para o Brasil ciente de que sua sucessão se tornaria mais difícil tanto na sua Minas Gerais quanto no Brasil.
Desde meados de novembro, Evandro Hazzy tem corrido atrás de empresários e investidores para acertar acordos de patrocínio e parcerias para a viabilização do Miss Brasil 2020. Como funcionário da Rede Bandeirantes, Hazzy tem usado de sua ética profissional para não deixar vazar nada, não soltar spoiler de que marcas vão patrocinar o Miss Brasil nas áreas de vestuário, bebidas, transporte, telefonia, entretenimento, alimentação, serviços, dentre outras. O bom momento da economia bolsonariana de Paulo Guedes é interessante para a Band se acertar em relação à tradição do certame e aparar arestas ideológicas herdadas da antiga patrocinadora. As fraturas da “era Polishop” são visíveis nos três concursos estaduais que já ocorreram – Goiás, Santa Catarina e Sergipe.
O grande problema do novo Miss Brasil é tentar encontrar patrocinadores no mesmo nível em que o concurso estava até 2014, antes da bolha da recessão estourar e o filme da crise política começar a ser rodado. Polarização partidária não é boa para nenhum concurso de beleza em nenhuma parte do mundo, nem mesmo na Venezuela de sete misses Universo. A grande preocupação de Hazzy nos minutos iniciais como coordenador foi fazer pose, antes que a Band o enquadrasse para fazer matérias policiais que nada tem a ver com o perfil de um especialista em concursos de misses. O necrológio de Fabiane Niclotti (1984-2016) não foi ele quem escreveu e sim a firma de João Appolinário e o MDB de Temer, Cabral, Eduardo Cunha, Pezão, Picciani, Perondi, Moreira Franco e outros.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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