O ato de amamentar da atriz Isis Valverde e a ética jornalística


Misoginia do TV Foco passou dos limites

Da redação TV em Análise

Instagram/Isis Valverde


A imprensa brasileira não precisa de bolsonaristas como Aaron Tura, editor do sítio TV Foco. A agressividade de algumas manchetes sexistas sobre atos de amamentação de atrizes de novelas, séries e minisséries não respeita os limites da liberdade de expressão. Tura se vale de brechas causadas pela extinção da Lei de Imprensa, em 2009, pelo Supremo Tribunal Federal, e desde então tem feito todo tipo de gracinhas.
Sobre os peitos da Isis Valverde, deixe isso para os filmes que ela protagonizou, bancados nas tetas da Lei Rouanet, na farra de recursos da Petrobras, antes das fases mais crônicas da Operação Lava Jato. Ou para Amores Roubados, minissérie que retrata o Brasil da ascensão da “nova classe C” dos anos petistas. Isso em 2014, ano de Copa.
No Céu, Alberto Dines, Cláudio Abramo, Eliakim Araújo, Octavio Frias de Oliveira, Ruy Mesquita, Nascimento Brito, Adolpho Bloch, Roberto Marinho, Roberto e Victor Civita devem estar se contorcendo nas tumbas diante de tanta agressividade com o idioma de Camões. Aaron Tura também agride o manual de estilo de Antonio Houaiss. Ofende o estilo de redação de Rubens Ewald Filho, Jorge Bastos Moreno, Sandro e Sandra Moreyra. Estupra o bom senso da Condessa Pereira Carneiro, que tocou o Jornal do Brasil nos anos mais sombrios de nossa república, na década de 1960, com a firmeza que era peculiar.
Não assisto e nem pretendo assistir Amor de Mãe. Desde 2000, quando o então juiz de menores do Rio de Janeiro Siro Darlan deu uma de diretor de programação da Rede Globo, as novelas das oito passaram a ser das nove, de forma efetiva. Desde A Favorita, todas as novelas das nove passaram a ser genéricos de séries norte-americanas. Isis Valverde, a despeito de não contar com minha audiência, receba a solidariedade.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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