Band desautoriza Evandro Hazzy falar em nome do Miss Brasil


Missólogo foi rebaixado a repórter de programa policial

Da redação TV em Análise

Fátima Abranches/Miss Goiás/Divulgação/29.11.2019


A Rede Bandeirantes proibiu o produtor Evandro Hazzy, 50, de falar no nome do concurso de Miss Brasil e dos interesses da Miss Universe Organization no Brasil. A decisão da emissora veio depois de postagens recentes em mídias sociais apontando uma provável realização da 66ª edição do concurso de Miss Brasil, em 2020, o que dificilmente deverá ocorrer segundo alas da direção da emissora. A Band tem contrato com a MUO até o próximo ano, mas tem a propriedade do Miss Brasil e dos concursos estaduais. Para que a Band se desfaça do Miss Brasil e dos concursos estaduais, a emissora terá de entrar com pedido no INPI.
Hazzy já vinha apresentando um programa na Band de Porto Alegre, onde também fazia reportagens comunitárias. Para afastá-lo de assumir o Miss Brasil, a emissora o colocou como repórter da edição local do Brasil Urgente, que estreou há uma semana. O mago das misses acabou transformado em repórter de porta de delegacia, o que não condiz com sua biografia de ter feito sete misses Brasil quando coordenador do Miss Rio Grande do Sul. Hazzy está na Band desde 2003, exatamente na época em que dirigia o Miss RS. De 2012 a 2015, foi diretor de produção do Miss Brasil a serviço da própria Band.
Procurada pela reportagem do TV em Análise Críticas, a Band informou que não vai comentar sobre a situação de Hazzy e que a permanência do Miss Brasil, dos concursos estaduais e do Miss Universo a partir de 2020 dependem de negociações de patrocínio.
No início da semana, Hazzy tinha pedido a um internauta na sua conta de Instagram para se acalmar em relação a uma eventual colocação como diretor do Miss Brasil. Desde outubro, Hazzy vem fazendo gestões junto à Band para segurar a organização e transmissão dos concursos de misses que exibe desde 2003. As tratativas continuam. A emissora precisa dos concursos de beleza para fazer caixa após a saída da Polishop, que serviu como gestora e patrocinadora dos concursos do Miss Brasil de 2015 a 2019. A empresa que assumir a vaga da Polishop terá de arcar com as despesas de inscrição da sucessora da mineira Júla Horta, 25, em futuras edições do Miss Universo. Júlia disputa o título de Miss Universo 2019 na noite deste domingo (8), em Atlanta, e tenta acabar com um jejum de títulos de Miss Universo para o país que se arrasta desde 1968.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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