Assunto da semana: Uma escolha perfeita, mas só para cantar


Não vejo em Ciara grande coisa como mestra de cerimônia

Valerie Macon/AFP via Getty Images/09.10.2018


Na quarta-feira em que Alicia Keys foi anunciada para retornar ao posto de apresentadora da festa de entrega do Grammy, marcada para o dia 26 de janeiro, muito me preocupa o fato de outra cantora, Ciara, 34, estar escalada para apresentar o 47º American Music Awards, marcado para a noite deste domingo (24), no Microsoft Theater, em Los Angeles. Tudo bem que a organização tivesse apelado para um ator ou atriz de série cômica, como foi o caso de Tracee-Ellis Ross nos dois últimos anos. Há um problema: Ciara é cantora, não serve para apresentar nem convenção.
Por mais que venham me reclamar depois, não acho coisa sensata botar uma cantora para apresentar os AMA’s de 2019. Seria mais sensato deixar a roda correr, como ocorreu nos Óscares ou nos Primetime Emmys recentes, que não adotaram mestres de cerimônias fixos. O resto da história terei de deixar para a premiação de amanhã. Por mais medíocre que seja a música, por mais enfadonha que seja a banda, o American Music Awards erra ao trocar a coisa mais sensata pela escolha da turma da “farinha pouca, o meu pirão primeiro”. Isso não é o Grammy ainda.
Se a Taylor Swift vai soprar bolinhas de sabão, se a Ariana Grande vai cantar Ave Maria em ambiente de igreja sacra, não quero nem saber. A pobreza da música pop americana beira ao escárnio de quem nada tem a cantar a não ser Guga Chacra. A música e não o comentarista internacional da Rede Globo e da Globo News. Perdi minha paciência com premiações musicais de escolha popular desde que esculhambaram o coreto nas negociações desastrosas para a sede do Miss Universo 2019, marcado para o dia 8 de dezembro, no terreno dos Estúdios Tyler Perry, em Atlanta.
De Ciara no comando dos AMA’s de amanhã espero uma boa compostura, nada que lembre a polarização ideológica de Gigi Hadid em 2016, represada nos anos seguintes por Tracee e não pela Eletrobras ou pela Vale. A filha de Diana Ross tinha uma coisa peculiar de Black-ish: mecer as palavras na hora de contar uma piada. Isso Jennifer Lopez e Pitbull não tem. Os caras só sabem é cantar e trocar de roupa. Não como quem troca de partido como o Bolsonaro fez nove vezes desde 1989, quando ainda era vereador do PDC no Rio de Janeiro. Bom final de semana a todos.


Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (23/11)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Canta USA, Coluna da Semana, Eventos, Premiações e marcado , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s