Assunto da semana: Mariska, versão 99 vs. Mariska, versão 19


A tralha de Mariska e Olivia nos 20 anos de Law & Order: SVU

NBC/Divulgação


Não quero a Carrie Underwood atravessando esta pauta. A música do Sunday Night Football nada tem a ver com as linhas a se traçar do #MeToo do episódio de estreia da 21ª temporada de Law & Order: Special Victims Unit (Universal TV, 3ª, 22h, 18 anos). Tire Waiting All Day for Sunday Night da linha de raciocínio sobre o que a Mariska Hartgitay provou na carne e na alma ao encarar os ecos de uma cadeia de escândalos de assédio, cuja pensata para a televisão levou um ano para ganhar forma na direção de Norberto Barba. Não o Barba Azul.
Na linha do “qualquer semelhança com fatos, pessoas ou acontecimentos reais terá sido mera coincidência”, a produção de SVU levou um ano para se chegar à equação para fazer I’m Going to Make You a Star, lastreada nas investidas ede um produtor de televisão para o famigerado teste do sofá. Em conotação mais mailciosa. A colocação de Ian McShane, 77 (Deadwood), no papel da versão televisiva de Weinstein, Toback, o que o valha, é coisa para dar a este velha guarda indicação ao 72º Primetime Emmy de ator convidado em série dramática. Virou grande peso.
De Mariska em Mariska, SVU assoprou suas 20 velinhas sem que a intérprete de Olivia Benson se notasse com uma ruga por ora. Warren Leight e Peter Blauner, alunos da classe de Dick Wolf, ditaram no roteiro a narrativa de cartazes do movimento inflamado contra a indicação de um membro da Suprema Corte americana acusado de assédio sexual. O circo midiático armado pela tropa de Benson em nada se assemelha ao “Grande Circo Místico” de Cacá Diegues ou ao grande circo de horrores gramaticais, verbais, culturais e de concordância da milícia virtual bolsonariana.
Nos últimos 20 anos, fora SVU, Mariska Hargitay, 55, participou de 10 trabalhos de televisão, quatro de cinema, um de games, seis de direção e dois de produção. A conta deste último item inclui o trabalho de produção desde a 15ª temporada, que não lhe rendeu nenhuma indicação ao Primetime Emmy. Esquece a Mariska atriz que já o ganhou em 2006. Em meio a tanto complexo de vira-lata, Mariska Hargitay parece fadada a carregar um piano mais pesado que o que Claire Danes carregou para enterrar Homeland. Ai, como as minhas lombas estão doendo! Até sábado.


Publicação simultânea com o TV_Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (9/11)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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