A sinceridade de Jacqueline Meirelles com os enfermos versus a boçalidade bolsonarista do Delegado Waldir no ‘PSL Vox Lux’


Outubro rosa em meio à lama de milicianos

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Fotos Flávia Medina/Divulgação e Fábio Rodrigues Pozzebon/Arquivo/Agência Brasil


A Miss Brasil de 1987, Jacqueline Meirelles passou dos 50 há muito tempo, mas os seus cabelos, como diria uma antiga propaganda de xampu, “quanta diferença”. E que diferença faz para doá-los a cancerosas em tratamento. Isso, em plena República contaminada por milicianos virtuais a serviço de boçais como Donald Trump e Steve Bannon, para não contar outros elementos perigosíssimos da extrema-direita mundo afora como o ex-vice premiê italiano Matteo Salvini, da famigerada Lega Nord.
Em tempos sombrios de ataques à cultura, ao audiovisual e aos direitos humanos, o abraço simbólico de Jaqueline, que doou 24 cm da cabeleira que crescera a uma paciente anos após sua participação no Miss Universo 1987 e muitos ensaios e editoriais depois representa uma luz em meio às trevas bolsonaristas do negacionismo ambiental, que queimou parte da Floresta Amazônica e tenta encontrar culpados pelo óleo nas praias do Nordeste, inclusive as de Natal, onde fizera a preliminar de traje de banho. Jackie tenta distribuir rosas a 1.002 km da capital da República, pela qual foi eleita Miss Brasil 1987. Na época de sua eleição, Brasília fervia por causa da Constituinte. Agora pega fogo com o cabaré montado pela Vox Lux midiática montada pelo PSL, com direito a cenas de tiroteio verbal, intimidações entre filiados e expulsão de deputados federais infiéis à cartilha de Jair Bolsonaro, não o Messias da Bíblia, mas o militar expulso do Exército no mesmo ano em que Jacqueline coroara Isabel Beduschi, de Santa Catarina, como sua sucessora.
O mesmo negacionismo que atinge o ministro do Meio Ambiemte, Ricardo Salles, 44, também atinge a entidade esportiva que mais inspirou o Outubro Rosa, a National Football League (NFL). Ao invés de abraçar a causa, a entidade esportiva de futebol americano partiu para um caminho mais canhestro, a ponto de plagiar o logo da NASCAR a la Joice Hasselmann, jornalista expulsa de seu sindicato no Paraná por plagiar até mesmo livro de comédias do Steve Harvey para defender a Deforma da Previdência e matar aposentados, pensionistas, viúvas de militares, índios e quilombolas pelo bolso.
No Centro-Oeste, o carinho de Jacqueline se contrapõe às idiotices do deputado goiano Delegado Waldir, 56, que na legislatura passada fizera um show de horror na votação da segunda denúncia contra o então presidente Michel Temer naquele caso da JBS, para 23 milhões de brasileiros verem na Rede Globo de Televisão. É o mesmo cidadão que ameaçou “explodir o presidente” na exaltação de uma reunião da bancada do PSL na Câmara, cujo comando é disputado a tapa com Eduardo Bolsonaro (SP), sem mais.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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