Hazzy deve estar com os coltes 51 na mão para arregimentar o que a Band quer para viabilizar o Miss Brasil já em 2020: grana


Peregrinação de patrocinadores já começou em Porto Alegre, base provisória de operações

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Instagram/Evandro Hazzy
Com a treinadora Tânia Zambon, após reunião de negócios na Band de Porto Alegre, na manhã desta segunda-feira (14): “Vamos ter parceria por aí…”


A primeira semana de trabalho de Evandro Hazzy, 49, como novo responsável pelo Miss Brasil deverá ser de muitos ajustes para definir em que ritmo vai andar a montagem da estrutura calcada apenas em uma intenção. As metas da “Equipe Águia” deverão ser traçadas à medida que os nomes forem sacramentados. Uma das condições impostas pela Rede Bandeirantes a Hazzy para assumir o cofre do Miss Universo no Brasil é ir atrás de empresas que patrocinem o concurso nacional, os concursos estaduais e municipais e a transmissão de TV aberta do Miss Universo. Pacote completo.
A arma de Hazzy para assumir o Miss Brasil está no circulo de relações que tem em Porto  Alegre com potenciais anunciantes. Neste domingo (13), ele já fez sua primeira ação de marketing no Instagram para tentar alguma coisa. Ele espera nesse tour inicial arregimentar ao menos dois patrocinadores para o ciclo de concursos do Miss Brasil 2020. A Band, no entanto, só quer dar o start no Projeto Miss 2020 após resolvida a pendenga da participação da mineira Júlia Horta, 25, no Miss Universo 2019. Mas a novela da cidade-sede do concurso internacional não pode fazer a Band esperar: a emissora quer resolver o quanto antes esse pepinaço para pagar as obrigações com a Endeavor e manter os direitos de TV aberta da 68ª edição do concurso de Miss Universo, que já tem 34 candidatas cadastradas pela organização de um total de 80 já eleitas (42,5% do total).
Em outra frente, a 1.752 km de onde mora Hazzy, a vice-Miss Universo de 2007, Natália Guimarães, 34, cotada para ser subdiretora do novo Miss Brasil, age discreta, para tentar fazer sua parte no comboio de ações publicitárias pela “Águia”. No sossego de seu lar, Natália ensaia os primeiros movimentos. Já visitou o diretor de passarela Namie Wihby, em São Paulo, para se inteirar do ambiente de trabalho que vai passar a viver. O modus operandi de Natália Guimarães só deve tomar corpo quando outras ex-misses se juntarem em diferentes funções. Corpo proporcional ao que lhe deu o segundo lugar no México.
Por ora, Hazzy está instalado em Porto Alegre para aguardar as providências que a Band São Paulo lhe adotar, que rumos deve dar ao plano de trabalho, que pontos do projeto comercial devem ser passados a Patrícia Régia para percorrer as agências e anunciantes. Em termos de audiência, é cedo para se afirmar que resultados práticos as mudanças de Hazzy e Natália vão trazer ao pacotaço do Miss Brasil, a começar dos Estados. Para piorar, a Band não tem afiliadas em Aracaju, Cuiabá, Maceió e Palmas. Retransmissora não resolve. O fato de estar com emissoras em 23 das 27 capitais e cidades do interior de 13 Estados já deve ajudar em alguma coisa. Mas o que deve pesar para o Miss Brasil se segurar é uma empresa com presença nos 26 Estados e no Distrito Federal. Assim, facilitaria o sublicenciamento de alguns concursos estaduais para redes concorrentes em Estados onde a Band não possua emissora própria, como Alagoas e Sergipe.
O calibre de Hazzy para engrenar o Miss Brasil e segurar sua presença na televisão a partir de 2020 é do porte do jejum de títulos que o Brasil carrega no Miss Universo – 51 anos. Com contatos na RBS, afiliada da Rede Globo, Hazzy deve tentar fazer o Miss Brasil dar um voo mais alto de mídia, com o olho na burocracia da Band junto ao INPI.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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