Endeavor cogita venda do Miss Universo, após fiasco na NYSE


Debandada de patrocinadores ameaça realização de sua 68ª edição

Da redação TV em Análise

Lillian Suwanrumpha/AFP/Getty Images/17.12.2018


É grande a preocupação na comunidade missológica internacional em relação ao futuro da realização da 68ª edição do concurso de Miss Universo. Vários fóruns especializados apontam que a Endeavor estaria interessada em vender parte das ações da Miss Universe Organiozation para tentar sanar dívidas. A empresa controla a MUO desde 14 de setembro de 2015 e é responsável também pelos concursos de Miss USA e Miss Teen USA.
Muito da incerteza em relação à realização do Miss Universo 2019 vem da desistência da Endeavor em lançar ações na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), somada ao travamento na compra de uma empresa de eventos. Procurada pela reportagem do TV em Análise Crítricas, a MUO disse que o problema da Endeavor “é pontual e não interfere no andamento dos trabalhos dos concursos (por ela organizados)”.
A MUO esclareceu que trabalha com várias obras de caridade parceiras e que sua renda vem parte da venda dos direitos de transmissão dos concursos, parte dos licenciamentos estaduais e nacionais e parte de eventos beneficentes.
A boataria em torno da possível venda da MUO pela Endeavor veio de uma série de posts de perfis especializados tentando apontar a participação do empresário Chavit Singson, 78, nas negociações para ficar com a parte da Endeavor, ao lado de um grupo americano. Esse é o principal empecilho para que se resolvam pendências relativas à organização do Miss Universo 2019. A MUO esclarece que assinou no mês passado um contrato com a joalheria libanesa Mouawad para a confecção das novas coroas do Miss Universo, Miss USA e Miss Teen USA. A marcação do Miss Universo 2019 dependerá fundamentalmente do progresso na fabricação da coroa que vai substituir a da japonesa Mikimoto.
Outra preocupação de missólogos é com a debandada de patrocinadores que a MUO estaria sofrendo para a realização do Miss Universo 2019. A entidade nega essa informação e esclarece que a Mouawad é a primeira patrocinadora assegurada. Outras empresas estão na mira, à medida que as negociações para a cidade-sede avançarem. Contratos de trajes de banho e maquiagem devem ser assinados em breve. Até à noite desta sexta-feira (11), o Miss Universo 2019 não tinha cidade-sede, nem data definida.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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