Final do Miss Universo 2019 é trabalhada para 21 de dezembro


Em segredo, realização em Dubai começa a ganhar força, mas preocupação com direitos humanos e terrorismo assustam

Da redação TV em Análise

Coca-Cola Arena/Divulgação (via Arabian Business)/08.04.2019


Um vídeo que começou a circular na manhã deste sábado (28) em perfis especializados em concursos de beleza no Instagram dá como certa a realização da 68ª edição do concurso de Miss Universo, no dia 21 de dezembro, na Coca-Cola Arena, em Dubai, segunda cidade mais importante dos Emirados Árabes. A Miss Universe Organization não confirma a informação, mas a tese começou a ganhar força após uma viagem promocional da Miss Universo 2018, a atriz filipina Catriona Gray, 25, à cidade, encerrada no domingo (22).
Em seus 67 anos de existência, nenhuma edição do Miss Universo foi realizada na Península Arábica, região conhecida pelas fartas reservas de petróleo e pelas violações aos direitos humanos, principalmente em relação às mulheres. Pelas leis dos Emirados Árabes, desfiles de trajes de banho e concursos de beleza são proibidos no país. Uma aparente liberalização do governo local parece estar contribuindo para mudar o quadro.
Se confirmada, a realização do Miss Universo 2019 em Dubai apenas comprova a tese de que, enquanto se restringem direitos às mulheres, de um lado, pratica-se uma liberalização econômica de outro. Assim a Arábia Saudita vem recebendo desde 2014 eventos da World Wrestling Entertainment (WWE). Nos Emirados Árabes, Copas do Mundo de Clubes tem sido realizadas ora em Dubai, ora em Abu Dhabi, capital do país. Se com o futebol, Dubai tem sido uma coisa, com o entretenimento tem sido outra. Empreendimentos tem sido feitos na cola das mega construções, com o intuito de atrair turistas. Até uma arena de esqui alpino foi montada por lá, em pleno calor.
Os rumores de realização do Miss Universo 2019 em Dubai ganharam força desde que as negociações com Seul e Manila fracassaram. Desde o fim dos anos 2000, tenta-se realizar o concurso na Península Arábica. Até agora, o máximo que o Miss Universo tem se aproximado de participantes na região foi colocando candidatas do Iraque, Israel e Líbano, que ficam longe do paraíso do petróleo e do entretenimento de luxo. O que tem afastado o Miss Universo dessa região é o fundamentalismo islâmico por lá existente. A preocupação com a ação de grupos terroristas preocupa a direção da MUO. Sua controladora, a Endeavor, acendeu luz de alerta vermelho para essa questão.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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