Começa a ‘operação desmonte’ da Polishop para o Miss Brasil


Empresa de varejo iniciou dispensa de pessoal que trabalhava nos concursos estaduais

Da redação TV em Análise

Instagram/Marcelo Soes/12.09.2018


A Polishop começou a demitir a equipe que trabalhava na organização de etapas estaduais do Miss Brasil em todo o país. De acordo com fontes da ex-coordenação nacional do Miss Universo, foram dispensadas 39 pessoas entre maquiadores, produtores, seguranças e advogados. Em 18 de julho, a empresa encerrou o contrato de naming right dos concursos da família do Miss Brasil com a Rede Bandeirantes. A emissora já devolveu a licença do Miss Universo à Endeavor. Equipes de vídeo da Polishop que serviam ao concurso escaparam dos cortes e foram remanejadas para a produção de material publicitário.
Apenas 15 pessoas foram mantidas para fazer a parte de comunicação relativa à preparação da mineira Júlia Horta, 25, para a 68ª edição do concurso de Miss Universo, previsto inicialmente para dezembro. Júlia, por sua vez, está sem a assessoria da Polishop e sem contrato com a empresa de varejo desde o fim da parceira com a Band. A comunicação da Miss Brasil 2019 tem ocorrido apenas através de sua conta no Instagram.
Band e Polishop foram parceiras na organização do Miss Brasil a partir de 31 de outubro de 2015. De início, o acordo serviu para viabilizar a realização do Miss Brasil daquele ano, o ultimo da Enter, empresa de eventos da Band que encerrou suas atividades em 15 de janeiro de 2016. O acordo deu à Band um prejuízo de R$ 20 milhões em cotas comerciais não vendidas por conta da empulhação da empresa de João Appolinário, que proibiu a comercialização de ingressos, afastando o grande público e afugentando a mídia. Em 2018, a empresa “mascarou” uma suposta revitalização do concurso, ao transformar o evento em parte de sua convenção de vendas, realizada no Riocentro. Repetiu o mesmo expediente em 9 de março, no São Paulo Expo, onde Júlia foi eleita.
Procurada pela reportagem do TV em Análise Críticas, a Polishop confirmou as demissões da equipe que trabalhava no Miss Brasil desde 2016. Apenas cinco pessoas foram mantidas para gerenciar as mídias sociais do concurso, ainda ativas. Coordenadores estaduais (como os da foto) e municipais começaram a ser descredenciados.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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