Assunto da semana: Agora, menos seis campeãs de audiência


TV aberta fica fora da disputa feminina do 71º Emmy de comédia

Netflix/Dovulgação


Nenhuma das seis indicadas ao 71º Primetime Emmy na categoria de melhor atriz em série cômica vem de produções de redes abertas. Quatro delas vem de produções de serviços de streaming e apenas duas vem de produções de canais pagos. Em se tratando só de colocar Julia Louis-Dreyfus nessa selecinha (nada relacionado a futebol), a coisa preocupa. Veep acabou picada pela colméia de indicações que o Netflix colocou – Natasha Lyonne e Christina Applegate. O enxame da Amazon Prime Video vem com Rachel Brosnahan e Phoebe Waller-Bridge.
Miguelito de estrada, Brosnahan vem com as credenciais de sua única vitoria no ano passado por The Marvelous Mrs. Maisel. É coisa capaz de soterrar a última vitória de Louis-Dreyfus como Selina Meyer, fadada a ser presidente de clube de terceira ou quatra divisão. Está em sua terceira indicação ao Primetime Emmy. Em janeiro, ela fizera a rapa (de novo) no Golden Globe, Critics’ Chouce Awards e SAG Awards. Corre-se o risco de ver uma reprise de Selva de Pedra com esse prólogo a se desenhar. A menos que os votantes da Academia de Televisão discordem.
Em relação a Applegate, 47, suas credenciais de indicações de TV aberta na década passada (Friends, como convidada, e Samantha Who?, como atriz principal) parecem ter pesado bastante para sua indicação pelo humor negro de Dead to Me. Coisa apenas para constar de currículo, sem qualquer serventia. No caso de Christina, fora da TV aberta após o cancelamento de Up All Night, fica uma preocupação. Não se deve vender Applegate como embalagem de pasta de dentes. Não é por aí que a disputa do Emmy de atriz em série cômica funciona, correto?
A exemplo de Eugene Levy, a canadense Catherine O’Hara, 65, vem de Schitt’s Creek com o mesmo histórico de indicações mais como roteirista (Second City Television/SCTV) do que como atriz mesmo. Só com a indicação do telefilme Temple Grandin, nove anos atrás, Catherine saiu da casca de roteirista e botou a cara no rol de indicadas a alguma coisa no Primetime Emmy. Cumpre tabela, mas com a sensação de que fez alguma coisa. Em Fleabag, a inglesa Waller-Bridge, 34, também concorre como roteirista e produtora. Bom sábado a todos.


Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (24/8)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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