Coordenadores estaduais do Miss Brasil estão de mãos atadas


Saída da Band da sociedade com a Poilishop deixou diretores na dúvida para realizar certames de 2020

Da redação TV em Análise

Fotos Instagram/Maria Fernanda Schiavo, Herculano Silva e Paulo Silas Valente


O fim da sociedade entre a Rede Bandeirantes e a Polishop para organizar o Miss Brasil a partir de 2020 deixou aturdida boa parte das coordenações da etapa brasileira do Miss Universo nos Estados e no Distrito Federal. À exceção de Sergipe e Santa Catarina, o restante das coordenações estaduais está desorientada em relação a informações relativas ao ciclo do Miss Brasil 2020, que já deveria estar sendo trabalhado. A servidão desses coordenadores à patrocinadora gera uma angústia vista apenas em 1990, quando quatro coordenações – Bahia, Maranhão, Pernambuco e Sergipe – fizeram as únicas etapas estaduais do Miss Brasil daquele ano, que nem chegou a acontecer. As candidatas eleitas acabaram remanejadas para outras franquias, entre elas a do Miss Mundo, que acertou posteriormente a realização de sua etapa nacional, em Brasília, para o dia 22 de setembro, no Centro de Convenções.
Tal movimentação já aconteceu agora com a coordenação de Sergipe, que decidiu não esperar pela inércia da Miss Universe Organization em relação ao caso brasileiro. A Band deve decidir sua permanência no quadro de franqueados do Miss Universo nas próximas semanas, a partir da decisão tomada em desfavor da Polishop. A Polishop, por sua vez, consta como dona do Miss Brasil, mas contratualmente não é dona da concessão do Miss Universo para o Brasil. Entre alguns missólogos, a expectativa é de que a situação se resolva após a participação da mineira Júlia Horta, 25, na 68ª edição do concurso, prevista para o final do ano. Contratualmente, a Band é dona da concessão do Miss Universo para o país até 2022, mas esse distrato ainda não foi resolvido após o fim do contrato comercial firmado com a Polishop, que usou uma marca para naming right.
Nas redes sociais, os coordenadores de Alagoas, Maria Fernanda Schiavo, do Pará, Herculano Silva, e de Roraima, Paulo Silas Valente, expressaram pontos de vista distintos sobre o rompimento de contrato entre a Band e a Polishop para o ciclo do Miss Brasil, que vigorava desde 2016. “Não existe essa conversa de que o Miss Brasil vá para o SBT”, sustentou Schiavo, também apresentadora de uma afiliada da Rede Record. No mercado, são grandes as chances de a Globo assumir os direitos de transmissão do Miss Brasil e de seus concursos estaduais, dada a sua presença nos 26 Estados e no Distrito Federal. Na época televisionada, iniciada em 1970, nenhuma rede mostrou o Miss Brasil para todos os Estados do país, nem mesmo a extinta Tupi, que já enfrentava o crescimento da Globo no início da década de 1970, no auge da ditadura militar e do milagre econômico. O SBT, que exibiu o certame de 1981 a 1989, passou pelo mesmo problema, assim como a própria Record (1996), Rede TV! (2002) e Band (2003 a 2019). O Miss Brasil 2020 pode ser o primeiro a ter exibição em todos os Estados de forma simultânea, mesmo com as redes sociais tentando lhe roubar esse papel. A preocupação com o futuro do Brasil no Miss Universo já é iminente para alguns entusiastas, que temem uma derrota de Horta.
Concorrentes estaduais de Júlia Horta no Miss Brasil 2019 já temem não fazer suas sucessoras nos Estados. A gaúcha Bianca Scheren, por exemplo, disse não saber quando o Miss Rio Grande do Sul 2020 será de fato realizado. “Não tenho informação nenhuma”. Com 14 títulos, o Rio Grande do Sul é o Estado com maior número de títulos de Miss Brasil, seguido de Minas Gerais, que tem nove após a vitória de Júlia Horta num convescote de empresa travestido de concurso, realizado em 9 de março, em São Paulo.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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