Favoritismo precoce de Júlia Horta ao Miss Universo 2019 vira moeda de redes abertas na briga pelos direitos do Miss Brasil


O que atrapalha é o silêncio da Endeavor sobre a 68ª edição do concurso

Da redação TV em Análise

Case Assessoria/Divulgação/09.03.2019
No Brasil, Globo e Record desperdiçam tempo ao não negociarem concursos


A colocação da mineira Júlia Horta, 25, no topo da maioria das listas de favoritas ao título de Miss Universo 2019, faltando menos de seis meses para a sua realização, poderia estar despertando a atenção da mídia especializada neste momento não fossem os problemas na coordenação do Miss Brasil, concurso que elegeu a juiz-forana para a disputa, realizado em março, em São Paulo. A retirada da Rede Bandeirantes da promoção do Miss Brasil 2020 e a perda do patrocínio da Polishop emperraram a maioria dos concursos estaduais, deixando os coordenadores na mão.
Desde sua eleição como Miss Brasil 2019, Júlia teve apenas duas aparições nacionais de televisão fora da antiga casa do concurso, a Band. Uma na Rede TV!, no Luciana by Night de Luciana Gimenez, e outra num jogo do Programa Sílvio Santos, no SBT, ao lado de outras quatro ex-misses Brasil dos anos 2010. Sua preparação para a 68ª edição do Miss Universo com o treinador Namie Wihby está sendo tocada a passos lentos, tão lentos quanto a preparação das candidatas que aspiram sucedê-la como Miss Brasil em 2020. Outro fator que prejudica Júlia é o mutismo da Endeavor sobre onde o Miss Universo 2019 de fato vai e quando será realizado. Esse fator atrapalha a exposição de mídia não só de Júlia, mas principalmente a divulgação dos concursos regionais, que pedem socorro.
Depois que a Band anunciou a retirada do Miss Brasil da grade de eventos a partir do próximo ano, outras redes não se manifestaram para assumir o espólio televisivo da etapa brasileira do Miss Universo. Através de sua assessoria, o SBT disse demonstrar desinteresse em comprar o Miss Brasil, o Miss Universo e os concursos estaduais e municipais. As redes Globo e Record não se manifestaram até o fechamento da matéria. No desespero, a Endeavor iniciou a procura por uma nova empresa que detenha a concessão do Miss Universo para o Brasil depois da debandada Band-Polishop. Em jogo, uma franquia de US$ 10 milhões e uma taxa de inscrição de US$ 180 mil. São esses custos que devem nortear o Miss Brasil a partir da chegada da nova direção, se é que ela chegue em tempo de resolver a bagunça de 24 dos 27 concursos estaduais.
Apesar da negativa, notas de bastidores davam conta de que as negociações da Polishop com o SBT para assumir o Miss Brasil estariam bastante adiantadas há um mês. Elas esfriaram depois que as notícias envolvendo Júlia Horta vieram à tona. A mesma movimentação não se observou em relação às investidas da Record (moderada) e da Globo (mais forte), para cobrir qualquer oferta de rede concorrente pelo Miss Brasil/Miss Universo. Até o momento, Globo e Record tem jogado fora as fichas para brigar pelo Miss Brasil e pelo Miss Universo. Tem perdido tempo nas denúncias graves do prefeito do Rio de Janeiro e bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, Marcelo Crivella (PRB), 61, envolvendo contratos irregulares do antecessor, Eduardo Paes (DEM, ex-MDB de Eduardo Cunha e Sérgio Cabral), 49, com a Fundação Roberto Marinho em contratos sem licitação de obras do Museu de Arte do Rio de Janeiro (MAR) e do Museu do Amanhã (ambos na zona portuária) para as Olimpíadas de 2016. Isso sem contar a obra superfaturada do novo Museu da Imagem e do Som (MIS), no terreno da extinta boate Help, em Copacabana (zona sul da capital fluminense), que se arrasta desde 2010. A baixaria entre as duas redes preocupa executivos da Miss Universe Organization. Frustra os planos da presidenta Paula Shugart de dar uma vitrina mais ampla que a da Band para o Miss Universo na TV aberta brasileira, coisa que não tem desde 1988, ainda com o SBT.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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