Assunto da semana: A guerra de reis além de Game of Thrones


Jon Snow e a briga bárbara do 71º Emmy de série dramática

HBO/Divulgação


Dos seis indicados ao 71º Primetime Emmy na categoria de melhor ator em série dramática não se deve fazer torcida. Nem pelo fato de Kit Harington, 32, estar na segunda indicação, a primeira e última como ator principal de uma Game of Thrones que padeceu de ator principal após o personagem de Sean Bean morrer decapitado ainda na primeira temporada. Thrones viveu de atores e atrizes coadjuvantes (vou chegar a elas se possível). Não adianta fazer gritinho que a coisa não se resolve desse jeito. Deixa que os jurados decidam e fim de conversa.
A mesma coisa, em tese, se aplicaria a Bob Odenkirk, 56, de Better Call Saul. No entanto, Odenkirk tem mais história de indicações. Pode aí ter sua primeira vitória na trama e a terceira na carreira. É cedo para dizer se Odenkirk é páreo para outros concorrentes. Ver Sterling K. Brown, 43, e Milo Ventimiglia, 42, de This is Us. Em relação a Brown, todo cuidado é pouco. Este carrega a estatueta de 2017, ainda da primeira temporada da trama. A responsabilidade nesse quesito é enorme, em se tratando de quem levou ao menos uma estatueta da categoria em anos recentes.
Em relação a Jason Bateman, 50, de Ozark pode se esperar muito, menos grande coisa. Sua atuação é apagadíssima. Deixa a desejar em termos de conteúdo. É a mais pobre dos indicados a este Emmy em série dramática (A propósito do Smithsonian Channel, este não recebeu nenhuma indicação ao 71º Primetime Emmy). Uma coisa é o Jason Bateman de filmes. Outra coisa é o Jason Bateman de uma série de streaming da qual não se fala nada, exceto que foi indicada a essa ou aquela premiação. De sindicatos, é melhor nem falar. Gasta-se um tempo com nada.
Para fechar a conta, a novidade de Billy Porter, 49, de Pose. É debutante em Primetime Emmy de atuação. Pode surpreender na decisão que o grupo de votação tomar antes da premiação principal de 22 de setembro. Entre os seis indicados, há um misto de previsibilidade, fator X e “deixa que na hora a gente sabe”. É o típico papo de motorista de ônibus antes de colocar a ignição no motor para dar partida no veículo. Até o dia da premiação, será uma novela mais longa do que a da Deforma da Previdência. Sem direito a segundo turno. Bom final de semana a todos.


Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (27/7)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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