Assunto da semana: O que os dramalhões do Emmy escondem


É melhor falar da rádio MEC do que as 32 indicações de Game of Thrones

Helen Sloan/HBO/Divulgação


Com o verbo confiscado, fica complicado tratar do escopo de indicações ao 71º Primetime Emmy em meio a um tuitaço contra o fechamento da rádio mais antiga do Brasil, a rádio MEC. Com a boca intimidada por milicianos virtuais, fica difícil narrar em que pé se pode falar de que rosto as 32 indicações da última temporada de Game of Thrones tiveram sem ser o de mafioso italiano pego pela polícia do Sérgio Moro. Apesar da torcida negativa, Thrones virou o rosto do 71º Primetime Emmy, marcado para os dias 14, 15 e 22 de setembro. O inverno estará acabando.
Em meio ao termômetro político, Game of Thrones em nada se parece com a republiqueta de bananas do bolsonarismo. Trata de trono e não de ditadura. Perto disso, This is Us não passa de historinha da Seleções do Reader’s Digest e da Selecinha da Debinha, da Cristiane e da Marta Sobral, ofuscadas pelas vaias do Maracanã ao miliciano geral do Brasil em plena final de Copa América ao lado da Seleção de contratados da Globo, da ESPN e do Esporte Interativo/TNT. Fica parecendo coisa de Campeonato Espanhol que vai deixar canal premium da FOX. Amém!
Fora o nome de Jason Bateman, Ozark tem apenas paisagem de documentário do Smithsonian Channel, cara de paisagem e jeito de paisagem. De enredo nada tem. Cansa pelo jabaculê a la Miss Brasil da Band, regado pelos esquemas de corrupção de Garotinho e Cabral no Rio e outros país afora. Mandem o Marcelo Bretas e a Glória Perez roteirizarem aquilo, com respaldo dos “sábios” da Globonews. Virou a grande decepção da Netflix pós-House of Cards. Tem mais nomes do que premissa. Pouco tem a convencer do júri final. Fica para a próxima.

Television Academy/Divulgação

Com cara de indicação ao Oscar, a Academia de Televisão teve a pachorra de colocar de sete a oito indicadas para séries de comédia ou drama e espichar os quadros de atuação de cinco para seis ou sete. Embaralhou por completo os panoramas de disputa a serem comentados por aqui nas próximas semanas. No caso dos dramas, completam o quadro Better Call Saul, Bodyguard, Killing Eve (nada a ver com a Eva do pecado original da Bíblia), Pose (de Ryan Murphy) e Sucession (coisa que a HBO fez de indireta contra Donald Trump). Bom sábado a todos.


Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (20/7)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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