Estaduais do Miss Brasil começam a se desligar de imagem da Polishop em meio a impasse de emissora para exibir concurso


Coordenações do MA e PA iniciaram processo

Da redação TV em Análise

Miss Pará/Divulgação/10.09.2016


Em meio à novela que envolve os direitos de transmissão do concurso Miss Brasil 2020, algumas coordenações estaduais e municipais iniciaram de forma voluntária uma movimentação para afastar a marca da Polishop de seus eventos. As coordenações municipais de Recife (PE), Ribeirão Preto (SP) e Teresópolis (RJ) e as estaduais do Maranhão e Pará retiraram a marca de cosméticos Be Emotion, mantida pela empresa de varejo, do naming right dos respectivos eventos.
A debandada das coordenações da Polishop tem muito a ver com a indefinição dos direitos de televisão do Miss Brasil 2020, cuja organização foi abandonada pela Band, depois que a emissora decidiu devolver à empresa norte-americana Endeavor a concessão do Miss Universo para o Brasil. A Band vinha transmitindo o Miss Brasil desde 2003, com índices de audiência cada vez mais decrescentes, inclusive em mercados fora da Grande São Paulo, termômetro para as decisões do mercado publicitário. Uma série de escândalos envolvendo a Enter entre 2014 e 2015 foi decisiva para que a Band fechasse sua empresa de eventos e vendesse a propriedade do Miss Brasil para a Polishop. A emissora, no entanto, ficou com a concessão do Miss Universo para o país, com contrato que iria até 2020, mas acabou rescindido devido ao impasse de patrocínio do concurso nacional.
Uma fonte de um importante concurso estadual assegurou ao TV em Análise Críticas que as chances de realização do Miss Brasil 2020 se aproximam do zero caso a Miss Universe Organization não interceda para resolver a questão de mídia do concurso brasileiro. As redes Globo, Record e SBT apresentaram propostas para disputar a aquisição dos direitos de TV aberta do Miss Universo, do Miss Brasil e dos concursos estaduais, além da divulgação de concursos municipais. O pacote está estimado em R$ 45 milhões – R$ 10 milhões a mais do que a Polishop gastou na organização do certame entre 2016 e 2019. Não há previsão de quando as propostas das redes serão analisadas pela MUO para o período que vai de 2020 a 2024, com renovação automática por mais cinco anos.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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