Não reconhecimento de Israel pelos Emirados Árabes impede Dubai de sediar a 68ª edição do concurso de Miss Universo


No entanto, cidade pode servir de ponto de apoio a candidatas em trânsito

Da redação TV em Análise

Getty Images


A boataria de que Dubai poderia sediar a 68ª edição do concurso de Miss Universo morre no não reconhecimento do Estado de Israel por parte dos Emirados Árabes. A Miss Universe Organization, no entanto, pode usar a cidade como ponto de apoio a candidatas em trânsito para a cidade que vier a sediar o certame, seja Seul, Manila ou alguma cidade americana a ser definida. Dubai tem servido de ponto de apoio às candidatas do Miss Universo desde 2013, quando o Aeroporto Internacional da cidade passou a ser usado para voos de passageiros. Algumas candidatas tem passado pela cidade seja para comprar material para os trajes de gala, seja para descansar após cada edição do concurso, a maioria delas das Américas e da África (quando o concurso ocorre na Ásia).
Outros pontos contra a realização do Miss Universo 2019 em Dubai são a exigência de uma candidata nacional, o que dificilmente deve ocorrer, e a proibição de desfiles de trajes de banho de acordo com as leis e tradições islâmicas, mais rígidas em relação ao Líbano, que manda candidatas ao Miss Universo e é mais flexível em relação ao uso de trajes de banho na etapa nacional. De 1973 a 2016, a presença do Oriente Médio no Miss Universo tem se restringido a Israel, Líbano e Turquia. Em 2017, o Iraque retornou à disputa após 45 anos de ausência e enfrentar guerra com o Irã e invasões americanas.
Os Emirados Árabes aceitam vistos de cidadãos israelenses para viagem e não para residência. Além dos Emirados Árabes, outros 31 países integrantes da Organização das Nações Unidas (ONU), entre eles os vizinhos Catar e Arábia Saudita também não reconhecem Israel por diferentes razões, a maioria de ordem geopolítica.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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