Assunto da semana: Só existe espaço para sete piadas prontas


A turnê das 108 comédias do 71º Primetime Emmy

YouTube Premium/Divulgação


A queda no número de submissões de séries cômicas ao 71º Primetime Emmy verificada em relação ao ano passado (108 ante 117) acende um sinal preocupante do que ainda virá em 2020, com o encerramento ou cancelamento de algumas produções. O peso morto de Veep, enfim, se fez sentir nessa apresentação de pré-indicados. Ou vai ou não vai nunca mais. A mesma coisa que se dizia no ano passado da produção de Julia Louis-Dreyfus, 58, vale agora nos dramas para Big Little Lies. É a questão da estreia fora do prazo de elegibilidade – 1º de junho a 31 de maio.
Primeiro item da cédula de indicação nas categorias de programas, as séries cômicas assim são lembradas pela Academia de Televisão pelo peso que tem, seguidas das séries dramáticas, minisséries, telefilmes, realities, variedades, especiais e por aí vai. Peso esse que The Big Bang Theory carrega pela última vez. Na página 1, Arrested Developement, Black-ish e Broad City são os miguelitos de estrada de TBBT. Vire para Glow na página 2 que a coisa complica ainda mais para produções de TV aberta e o grosso dos canais pagos. O streaming agradece.
Na página 3, Marvelous Mrs. Maisel tenta repetir os feitos de 2017 e 2018, sem os ecos de antes. É de surpreender o silêncio sobre a produção da Amazon. Duas páginas mais adiante, Unbreakable Kimmy Schmidt é outra a fazer a xepa da feira e sair de cena para cumprir tabela. Younger, do canal de reprises TV Land, encerra a relação de séries cômicas que seguem sob votação dos membros do Producers Guld of America (PGA) instados na Academia de Televisão até às 22h da segunda-feira (24), pelo horário de Los Angeles, para decidirem o último corte.
Entre tantos títulos de discursos incorretos, SMILF, da Showtime, chega de uma indicação ao Golden Globe Awards. Em tempos de mês do orgulho gay, Vida, da Starz, sai de uma premiação de segmento (GLAAD Media Awards) sem qualquer credencial que dê indicação. No campo do YouTube, que se meteu a lançar serviço de streaming, Wayne cumpre tabela. O mesmo site de vídeos que projetou Whindersson Nunes pensa que é a Amazon, o Netflix ou o Hulu, mas corre um risco político por fora: o da falta de lobby da Alphabet, do Google. Bom sábado a todos.


Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (22/6)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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