Assunto da semana: 165 gritos disputam sete choros possíveis


A pancada de submissões ao 71º Primetime Emmy de drama

Syfy/Divulgação


As novas mídias tiveram papel crucial no incremento de submissões ao Primetime Emmy de série dramática ao longo dos últimos cinco anos. No de 2019, foram contadas exatas 165 produções das cinco principais redes abertas americanas, de alguns canais pagos, da PBS e da turma do streaming, que carreou parte dessas indicações. Desse grupo, chama atenção o fato de American Horror Story estar concorrendo pela primeira vez como série dramática ao invés de minissérie, como vinha ocorrendo. Isso, apesar de suas trocas de enredo, atores e personagens.
Na elite da elite, a HBO colocou The Deuce, Game of Thrones e Sucession, até onde dá para identificar. Da parte da Showtime, entraram The Affair e Ray Donovan, para não citar coisa nova que entrou. A USA Network tem Queen of South e The Sinner. Nas redes abertas, o ônibus da NBC está lotado com todas suas principais produções. Na pior das hipóteses, a The CW tenta usar todo o estoque que usou na temporada para conseguir um espaço nobre. A coisa está difícil. Se houvesse segmentação por gênero (ação, policial, fantasia), a coisa ficaria mais fácil.
Ano após ano, a área de séries dramáticas do Primetime Emmy se torna terreno ora de TV paga, ora de streaming, ver o que ocorreu com The Handmaid’s Tale, vencedora da categoria em 2017. A produção não foi inscrita agora. As regras de elegibilidade também foram duríssimas com a segunda temporada de Big Little Lies, que só poderá concorrer na 72ª edição do Emmy, em 2020. Pelas normas do Emmy, cada série tem de ter sido exibida ou estreado entre 1º de junho de 2018 e 31 de maio de 2019. A de BLL só entrou no ar no domingo, 9 de junho. Perdeu o trem.
Das pedras cantadas para Game of Thrones, The Affair, This is Us e algum Masterpiece da vida, muito pode se arriscar de tramas como Deadly Class, aqui apresentada aos assinantes do Globoplay, plataforma de streaming da Rede Globo, já empanturrada de aquisições de séries estrangeiras, a maioria sem espaço algum na grade da emissora aberta. Pior: apesar de ser do SyFy, joint-veture da Globosat, nem entrou na filial brasileira do canal pago. Foi passada à faca após a primeira temporada na terça-feira (4). Está atrás da turma do streaming. Até sábado.


Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (15/6) 

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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