Potencial candidata a tirar Miss Brasil e Miss Universo da Band, Globo apoia três museus ‘elefantes brancos’ no Rio de Janeiro


Um deles, o Museu da Imagem e do Som está com as obras paradas em Copacabana

Da redação TV em Análise

Felipe Fiiitpaldi/Veja Rio/09.01.2016


Com as mãos quase nos direitos de TV aberta do concurso de Miss Universo e prestes a assumir a transmissão do Miss Brasil ao lado da Endeavor, a Rede Globo através da Fundação Roberto Marinho (FRM) dá apoio a três museus “elefantes brancos”  erguidos na cidade do Rio de Janeiro – o Museu do Amanhã, inaugurado a tempo das Olimpíadas de 2016, o Museu de Arte do Rio de Janeiro (MAR), estes na zona portuária revitalizada após a demolição do Elevado da Perimetral, e o Museu da Imagem e do Som (MIS), erguido no terreno da extinta boate Help, em Copacabana, na zona sul.
As obras do MIS consumiram R$ 216 milhões com os adiamentos e com a crise financeira que atravessou o Estado do Rio de Janeiro a partir de 2014, causada pelos esquemas de corrupção do então governador Sérgio Cabral Filho (MDB), 56. Inicialmente, o MIS deveria ficar pronto a tempo da Copa do Mundo da FIFA. Depois, para ficar pronto a tempo das Olimpíadas. Com 70% das obras concluídas, de acordo com o Governo que assumiu no dia 1º de janeiro, do ex-juiz federal Wilson Witzel (PSC), 51, a obra deve ficar pronta até o final do próximo ano, a tempo de dar vitrina para a 69ª edição do Miss Universo. Sua conclusão vai demandar R$ 39 milhões, entre montagem das estruturas físicas e instalação dos equipamentos que contarão a história do audiovisual brasileiro.
De acordo com a BBC News Brasil, o MIS foi o primeiro dos três museus da Globo a ser ter as obras tocadas no Rio para o ciclo de grandes eventos, concluído com as Olimpíadas. Além de recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), o MIS tem recursos de empresas e do BID (Vanco Interamericano de Desenvolvimento).
Além da Rede Globo e FRM, o profeto do MIS tem apoio do Banco Itaú e da Natura como patronos e da Vale (aquela mesma das barragens de Mariana e Brumadinho que mataram mais de 200 pessoas em 2015 e 2019), da IBM, da AmBev e da Light (concessionária de energia elétrica do Rio) como patrocinadores. além do apoio do Grupo Votorantim, da NHJ do Brasil, do Ministério da Cultura e da Secretaria Estadual de Cultura.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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