Chavit Singson será o grande avalista do Miss Universo 2019


Peso financeiro de empresário filipino será decisivo para sede do certame

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Jason Quibilan/Esquire Philippines/26.09.2017
Chavit em um de seus iates, na baía de Manila


Com uma fortuna pessoal estimada em US$ 2,2 milhões por mês, o empresário filipino Luis Chavit Singson, 77, deve se tornar peça chave na definição da sede da 68ª edição do concurso de Miss Universo. Sua relação com a presidenta da Miss Universe Organization, Paula Shugart, é estreita. Tão estreita que a executiva do principal concurso de beleza do mundo esteve em Manila por duas vezes consecutivas após a realização do Miss Universo 2016, no início de 2017. Filiado ao partido Nacionalista, Chavit tem tido uma boa relação com o governo de Rodrigo Duterte nas negociações dos concursos de 2017 e 2018, mas encontra oposição em membros de seu governo, que pregam austeridade de gastos.
Saiu da boca dele a ideia de se fazer a 68ª edição do Miss Universo em Seul. Mas, e os investidores sul-coreanos? Deram algum sinal de interesse? O silêncio da Coreia sobre a sede do Miss Universo 2019 é tão grande quanto a desinformação em torno também de sua data. Cogita-se antecipar vo concurso para 3 de novembro, devido às baixas temperaturas na cidade verificadas em dezembro. Esse é um ponto. O outro é acertar os ponteiros com a FOX e a Endeavor, controladora da Miss Universe Organization.
Foi da caneta de Singson que saiu também a ideia fracassada de se levar o Miss Universo 2018 para a China comunista. O regime de Xi Jinping vetou a sua realização de manhã, para atender demanda de transmissão ao vivo no horário nobre americano. Hong Kong e Taiwan, mais flexíveis, permitiram edições do Miss Universo em 1976 e 1988. O cenário político e econômico dessas regiões chinesas naquela época era outro. Hong Kong era colônia britânica e Taiwan se apresentava como China capitalista. Mas era a China continental quem precisava atrair investimentos e liberalizar a economia, até então amarrada ao Estado. No Miss Universo 1988, Taiwan era uma ilha de prosperidade em meio às tensões com Pequim. A China entrou no Miss Universo em 2002. Taiwan saiu do concurso em 2005, por ser considerada “província rebelde” pelo governo de Pequim.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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