Por que o Brasil nunca mais vai vencer título de Miss Universo


Olavetes zona sul, globetes empreguettes e bolsonaretes rockettes contribuem

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Fotos Bertmann/Getty Imafes, Veja e Mister Shadow/Divulgação


A Rede Globo de Televisão acaba de dar um passo mais importante para afundar de uma vez por todas a indústria de concursos de misses no Brasil. Vem se valendo de colunistas vestais na Folha de S. Paulo para barrar o avanço nas negociações para a Polishop antecipar a renovação do naming right de sua marca de cosméticos para o Miss Brasil, a partir de 2021. Ao contrário do que os porta vozes da velha imprensa fazem crer, o Miss Brasil 2020 está assegurado na Rede Bandeirantes. Está no contrato assinado ainda em 31 de outubro de 2015.
É evidente o desespero dos filhos do Roberto Marinho que não tem nome próprio, como diz o Paulo Henrique Amorim, ansiosos em negociar com a Endeavor os direitos do Miss Universo no cangote do Johnny Saad, dono de 16 fazendas e bolsonarista. Na chincha, a Globo quer é contaminar uma coordenação brasileira do Miss Universo sob sua custódia em puxadinho do PT da Gleisi Hoffmann e de seus asseclas dos “direitos humanos”. Esquece Monalysa Alcântara. A piauiense de 2017 é mera louça para se polir.
Qual o padrão de Miss Brasil que a Globo quer? Esquerdopata como a Natuza Nery, a Cristiana Lobo? Anti-Temer e anti-Bolsonaro como a Miriam Leitão, perseguida pela ditadura que o Bolsonaro deputado tanto fez questão de exaltar? Isca de atração fácil para seus programas e novelas de audiência cada vez mais decrescente? É só falar com o Luciano Huck da Tiazinha e da Feiticeira de sua época de Band que ele trata na hora.
Em pleno descenso verbal de Olavo de Carvalho, pensador trumpista e bolsonarista radicado nos Estados Unidos de oito misses Universo, a agressividade verbal do campineiro ultrapassou os limites do publicável no trato com os militares, especialmente um que está em cadeira de rodas, doente, o general Villas Boas, nomeado comandante do Exército pela ex-presidenta Dilma Rousseff, mineira como Júlia Horta, belo-horizontina como Natália Guimarães. No céu, Chelsi Smith deve estar com os ouvidos ardendo.
Para a Band, Miss Brasil e Miss Universo só servem para atender demanda comercial. Não lhe representam eventos de grande importância nem jornalística, tampouco artística. Em 13 de julho, a seca de títulos brasileiros de Miss Universo vai completar 51 anos e a família Saad não quer saber de renovação antecipada de patrocínio algum. Em miúdos, a Band quer mandar João Appolinário para a prostituta que o pariu, para se adequarmos ao linguajar mais culto em comparação aos tuítes grosseiros de Olavo, endossados pelas Olavetes zona sul da Globonews: Waldvogel, Leilane, Natuza, Juliana Rosa, Pelajo…

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Globelezação, Imperialsmo midiático, Nossas Venezuelas, Projetos especiais, Todas as Venezuelas do mundo e marcado , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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