Assunto da semana: O plim plim já com as mãos no Miss Brasil


Band quer jogar indústria de misses no buraco

Instagram/Júlia Horta/23.03.2019


A notícia de que a Rede Bandeirantes estaria em vias de baixar a guarda para a promoção do concurso de Miss Brasil já a partir do ano que vem abriu as portas para a possibilidade de uma mudança mais que necessária de mídia do principal concurso de beleza feminina do país, existente há 65 anos. Outrora nas mãos do SBT, o Miss Brasil parece ver a Globo na sua alça de mira para o calendário de eventos de 2020. A família Marinho quer isso sim é se aproveitar de um momento de distração entre a tevê de Johnny Saad e a Polishop, que caminha mais para o distrato do que o amor.
Bem me quer, mal me quer, a Rede Globo tem nesse imbróglio Band/Polishop a chance de ouro de salvar a indústria falida dos concursos de beleza no país. Tem seu poder econômico e de manipulação de massas para tanto. Já gasta milhões com Copas do Mundo, Olimpíadas de Inverno que ninguém vê, um Projeto Tóquio que não passa de engôdo de padaria, os desfiles das grandes escolas de samba do eixo Rio-São Paulo, parte do Campeonato Brasileiro e parte dos campeonatos estaduais de futebol. Isso para não falarmos do Oscar após o BBB e o Grammy escondido.
Ter o Miss Brasil fora da Band seria uma salvação para o telespectador. Indo para a Globo, traria benefícios de audiência, ampliaria sua margem de exposição de mídia. Júlia Horta agoniza na estrada para o Miss Universo 2019. A miss Brasil 2019 das Geraes de Milton Nascimento vive uma vida seca de entrevistas. Mais parece uma Magda Cotrofe: sente falta do assédio de seus tempos áureos de modelo. Júlia tem uma larga estrada pela frente. E essa estrada passa necessariamente pelos Estúdios Globo, por O Globo, pelo Multishow, para não dizer que não falei das flores.
Em nada vai me surpreender a Band perder de uma tacada só o Miss Brasil e o Miss Universo. Há por trás o dinheiro da IMG do MMA do UFC e do Lollapalooza. É bem verdade que a parceira com a Polishop para o Miss Brasil tem salvo parte das finanças da Band nos últimos anos, mas a Band está quebrada. A taxa de franquia do Miss Universo para o Brasil é caríssima. E essa conta a Band não quer que a Polishop lhe custeie. Na guerra de finanças, perde o telespectador e o público em geral. Júlia Horta sumiu dos noticiários. Sua situação preocupa. Bom sábado a todos.


Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (27/4)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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