Os 50 anos do jejum de vitórias no Miss Universo em 50 frases


Associated Press/UPI/13.07.1968

“I can’t speak! (Não posso falar!)
(Martha Vasconcellos, 1968)

“Pensem no Natal. Pensem nas criancinhas. Volto a lembrança para as criancinhas pobres, necessitadas de uma roupa usada e de um prato de comida. Ajudem as crianças desafortunadas, que necessitam do pouco de quem tem muito. Pelo amor de Deus, o povo brasileiro não pode perder mais crianças”
(Pelé, 1969)

“Brasil, Ame-o ou Deixe-o”
(Governo Médici, 1970)

“Agora é samba”
(Estadão sob censura, 1973)

“Ponte não enche barriga”
(Saturnino Braga, 1974)

“Eles mataram o Vlado”
(Fernando Pacheco Jordão, 1975)

“Nada a declarar”
(Armando Falcão, 1976)

“O povo urina nos heróis de pedestal”
(Lourenço Diaféria, 1977)

“Nós somos os campeões morais desta Copa”
(Cláudio Coutinho, 1978)

“A vanguarda da cultura brasileira é colonizada pela ideologia norte-americana”
(Glauber Rocha, 1979)

“Quem gosta de miséria é intelectual”
(Joãozinho Trinta, 1980)

“No meio do espetáculo explodiram duas bombas”
(Gonzaguinha, 1981)

“Eu ainda tô perplexo com isso, as informações são contraditórias… é uma covardia sem nome”
(Chico Buarque, 1981)

“Só a fraude ameaça nossa vitória”
(Leonel Brizola, 1982)

“Desliga essa droga, então!”
(General Newton Cruz, 1983)

Eu como eleições diretas, bebo eleições diretas, durmo eleições diretas. Ainda bem que eleição é palavra feminina
(Ulysses Guimarães, 1984)

“É proibido gastar”
(José Sarney, 1985)

“Me esqueçam”
(João Figueiredo, 1985)

“Beijinho beijinho, tchau tchau”
(Xuxa Menehghel, 1986)

“É dando que se recebe”
(Roberto Cardoso Alves, 1987)

“Nos nos vamos, a Constituição fica”
(Ulysses Guimarães, 1988)

“Quem sabe faz ao vivo”
(Fausto Silva, 1989)

“Nossa bandeira jamais será vermelha”
(Fernando Collor, 1989)

“Invente, tente, faça um 92 diferente”
(Mensagem de fim de ano da Rede Globo, 1991)

“O final da história, você decide”
(Antônio Fagundes, 1992)

“É preciso passar o Brasil a limpo”
(Boris Casoy, 1992)

“É tetra! É tetra!”
(Galvão Bueno, 1994)

“O papa é gaúcho
(João Paulo II, 1997)

“A Rede Manchete foi uma dor de cabeça desde a inauguração. Não dava lucro e drenava-lhe os recursos da gráfica e da editora”
(Trecho do livro Noticias do Planalto, de Mário Sérgio Conti, 1999)

“Eu acho que no Brasil temos alguns políticos que não tem muita responsabilidade com o teu povo. Porém não podemos deixar de lado alguns que fazem muito bem o seu trabalho, como o governante do meu Estado, Aécio Neves”
(Natália Guimarães, 2007. Dez anos depois, a irmã de Aécio foi presa pela Polícia Federal após as delações da JBS)

“Nordestino não é gente”
(Mayara Petruso, 2010)

“Se o Papa é argentino, Deus é brasileiro”
(Dilma Rousseff, 2013)

“Em menos de 20 minutos, a Alemanha fez quatro gols”
(Paulo Andrade, 2014)

“Bom, eu não tenho naca a ver com isso”
(Eduardo Jorge, 2014)

“Dilma, pede pra sair!”
(Gilbert Durinho do UFC, 2015)

“Brasil, que vai assumir o governo é o PCC (Partido da Corja do Cunha)”
(Silvio Costa, 2016)

“Foi um binômio governo e Globo associado ao PT. É engraçado mas é verdade”
(Eduardo Cunha, 2016)

“Qual é a moral desse Senado para julgar a presidenta da República? Qual é a moral que os senadores tem aqui para dizer que ela é culpada?”
(Gleisi Hoffmann, 2016)

“O que eu quero é que as criancinhas, os brasileirinhos, aprendam que vale a pena lutar por este livro sagrado – que o PT não assinou. Por isso eles dizem que é golpe”
(Janaína Paschoal, 2016)

“Fora Temer! Fora Temer!”
(Manifestações de rua entre 2016 e 2017)

“Tem que fazer um grande acordo nacional, com o Supremo, com tudo”
(Romero Jucá, 2016)

“O melhor lugar do mundo é aqui, agora!”
(Carlos Arthur Nuzman, 2016, na Olimpíada do Rio, um ano antes de ir para a cadeia)

“Cala a boca vagabundo!”
(Wladimir Costa, 2016)

“Tem que manter isso, viu?”
(Voz de Temer na gravação com Joesley Batista, 2017)

“Não renunciarei”
(Michel Temer, 2017)

“Vou fuzilar a petralhada aqui do Acre”
(Jair Bolsonaro, 2018, antes da facada)

“Se você fose sincero, ôôôô, ô Dória…”
(Márcio França, 2018, no debate da Band, parafraseando a marchinha de Mário Lago)

“Sabe o que é o Bolsonaro? Vou dizer para vocês. Ele é o casamento de um neoliberalismo desalmado, que corta direitos trabalhistas e sociais, com um fundamentalismo charlatão do Edir Macedo. Isso é o Bolsonaro. Sabe o que está por trás dessa aliança? Em latim chama aura sacra fames, fome de dinheiro, só pensam em dinheiro”
(Fernando Haddad, 2018)

“Tchuchuca é a mãe! Tchutchuca é a vó!”
(Paulo Guedes, 2019)

“O que a Globo quer é dinheiro na sua propaganda, o que ela quer é que a gente faça uma festa no carnaval e ela possa vender R$ 240 milhões com a Prefeitura pagando todo o carnaval. Isso está errado. Então, o que elas fazem é chantagem, é chantagem, isso não tem nada a ver com interesse da cidade. E seguramente não vão colocar isso no ar”
(Marcelo Crivella, 2019, à repórter Larissa Schmidt)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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