Assunto da semana: Cersei já está começando a nos fazer falta


O gosto de que Game of Thrones já acabou

HBO/Divulgação


A falta que Game of Thrones vai fazer já foi denotada logo no episódio de estreia de sua oitava e última temporada. De audiência quase que dobrada em relação ao American Idol, o prólogo de Winterfell deu uma mostra das cenas dos próximos capítulos que ainda restam para a rainha Cersei de Lena Headey. Um bebê na barriga? A ver. Se este for o spin-off proposto por George R.R. Martin à HBO, a patinação da coisa é por aí, como dizia aquele velho comercial de cigarro. E o Jon Snow? Esquece. Kit Harrington já cortou o cabelão para a revista do Emmy.
As oito temporadas de Thrones pareceram os anos 2010 inteiros, mesmo na pausa forçada de 2017. Foi um filme que passou nas nossas cabeças, mesmo as de não assinantes diretos da HBO. O impacto cultural da trama é incomensurável. Tão ou mais que as labaredas que consumiram a Catedral de Notre Dame, em Paris, na terça-feira. E que fizeram parte da canção de água e fogo dos dragões dos efeitos visuais de dezenas de indicações ao Primetime Emmy e ao VES Awards. Assistir a Game of Thrones foi ler capítulos de um livro de R.R. Martin, sem Globo no meio.
Dá uma sensação enorme de que Game of Thrones acabou, não ainda não foi dessa vez. Ainda há capítulos para irem ao ar. O comitê do PGA no Primetime Emmy já começou a fazer as contas da sova que vai fazer para ver que conjunto da obra vai considerar. O de Winterfell, na certa, acabará incluso. Refletiu muito do conjunto da obra, que é peso para indicação. Em outros itens, Thrones deve arrecadar 19 indicações ao 71º Primetime Emmy, em setembro. Com produção, a conta final de indicações sobe para 20. E pode crescer a depender da categoria.
De atores coadjuvantes em atores coadjuvantes, Game of Thrones tem ali sua força para cabear as indicações do segmento de atuação. Peso esse que deve ser balanceado com atores ou atrizes convidados. Do primeiro Emmy de melhor série dramática, em 2015, até agora Thrones começou com cara de que chegou ao fim. Mas ainda tem história pela frente. Na direção, David Nutter deve enfrentar alguns concorrentes que não posso adiantar. É estragar o segredo que se guarda antes das pré-indicações, a serem publicadas em junho. Bom final de semana a todos.


Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio norte desta sexta-feira (19/4)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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