O bolsonarismo de Júlia Horta na resposta do Miss Brasil 2019


Mineira esconde imbecilidade digna de ex-BBB

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Fotos Mister Shadow Photography e Reprodução/Onstagram/Paula von Sperling


A infelicidade de Júlia Horta, 25, na resposta que deu à sua conterrânea Natália Guimarães, 34, no concurso de Miss Brasil, realizado há um mês, em São Paulo, esconde a sombra do bolsonarismo mais imbecil que se refrata na sociedade brasileira. O fundamentalista de certas denominações neopentecostais, desesperadas para dar audiência a uma novela sobre a vida de Jesus Cristo. O de débeis mentais como Kim Kataguiri e Alexandre Frota, nas suas vestais de deputados federais. O da plagiadora Joice Hasselmann, ex-candidata ao título de Miss Cuiabá. O do presidiário Eduardo Cunha. O do prefeito do Rio, Marcelo Crivella, que ofendeu uma repórter da Rede Globo numa coletiva sobre a enchente na cidade.
Aos 650 mil telespectadores do Miss Brasil 2019, Júlia do Vale Horta antecipou toda a imbecilidade que ainda viria no Big Brother Brasil 19, da Rede Globo de Televisão, através da atriz Paula Von Sperling, 28, vencedora da bolsa de R$ 1,5 milhão, assacando cultos afro-brasileiros de matriz africana, tal qual o bispo Edir Macedo, 74, fizera no final da década de 1980, em espaços arrendados da Igreja Universal do Reino de Deus, pouco antes de concretizar a compra da Rede Record de Televisão e formar o império de mídia para tentar fazer frente à famíglia Marinho, de quem é alvo de ataques desde 1991.
O que se nota da resposta de Júlia Horta que a colocaria entre as três finalistas é o mais descarado bolsonarismo depois que Adélio Bispo pegou uma faca de cozinha e a enfiou no abdômen do então presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), 64, tumultuando a campanha sucessória de 2018. A agonia de Bolsonaro no Albert Einstein acabou se tornando mais importante que a própria eleição, decidida em segundo turno. É idiotice dizer que Júlia Horta tenha alguma ligação com o PT do presidiário Lula. Pelo contrário, Júlia está fazendo de tudo para recusar a Medalha da Inconfidência, mais alta condecoração de Minas Gerais. Quer deixá-la para depois de uma eventual vitória no Miss Universo. O governador Romeu Zema (Novo), 54, terá de esperar passar as comendas aos bombeiros da tragédia de Brumadinho e o concurso internacional, marcado para 15 de dezembro.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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