Assunto da semana: Caldo de galinha não faz mal a ninguém


Prudência das redes americanas evitou cancelamentos forçados

CBS/Divulgação
Brandon Michael Hall no piloto de God Friended Me, que escapou da degola


As cinco principais redes de televisão aberta dos Estados Unidos – ABC, CBS, FOX, NBC e The CW – adotaram uma postura de freiras de pensionato ao não cancelarem nenhuma série que tenha estreado desde o início da temporada 2018-2019, em setembro. Usaram do bom senso e da prudência por duas coisas: uma, se chama empacotamento de streaming. E outra, necessidades industriais de acomodação de grade dos programas que lançaram, das séries que estrearam ou retornaram ou dos realities de competição que usaram para tampar buracos no início do ano.
As produções roteirizadas, claro, foram as que mais pesaram para evitar os fatores extra campo (audiência baixa, repercussão pífia nas mídias sociais, etc.) crucuais para o corte. Até mesmo a líder CBS evitou o acovardamento de temporadas anteriores, quando chegava novembro e passava a gilete em ao menos quatro ou cinco novas séries. Esse ciclo tenebroso já passou. A convivência da televisão linear de concessão do Estado com as opções de exibição alternativas fez com que as emissoras americanas pensassem ou pouco mais antes de cancelar qualquer coisa.
Quando a temporada televisiva começou, se achava que coisas como God Friended Me seriam sacos de pancadas fáceis de produtos da concorrência, tentando tascar alguma coisa. A regra não inclui transmissões esportivas como as do pacote obrigatório do Sunday Night Football da NBC. A CBS sabe com o que lida. Não vai botar depois do 60 Minutes castanha do pará descascada de beira de estrada cheirando de azeda. Dar às agências e anunciantes um produto palatável de boa resposta de público é uma coisa. Vender ao mercado internacional é outra.
Da calha de informações que se pôde apurar, a NBC é a rede que tem o maior numero de séries renovadas até agora para a temporada 2019-2020 (11), seguida da The CW (10), ABC (nove), CBS e FOX (sete). Ao todo, as cinco grandes redes renovaram 44 programas, não incluindo as transmissões esportivas. Depois de termos dados uma panorâmica no futuro vislumbrado através dos panoramas de pilotos e projetos de roteiro, a televisão aberta americana caminha para dar uma nova vivência ao modo convencional de exibição. Grade de programação é louça. Até sábado.


Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (6/4)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Coluna da Semana, Programação, Séries e marcado , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s