Assunto da semana: As boas maneiras de Julia Roberts no fim


O 91º Oscar se livrou das asneiras de Kevin Hart

Captura de tela/ABC/AMPAS


A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas prestou um grande serviço ao eliminar o chato de festa que estava por se instalar na 91ª cerimônia de entrega do Oscar, realizada entre o final da tarde e o início da noite do domingo (24), no Teatro Dolby, em Los Angeles. Tirar o comediante Kevin Hart do posto de apresentador e eliminá-lo foi uma saída bem prudente. O telespectador agradece. Os monólogos horrorosos vinham encompridando as festas do Oscar nos últimos anos, afastando-lhes público. Chegou-se aí a um meio termo entre o grande evento e a limitação.
Muito se especulou nas últimas semanas como deveria ocorrer a abertura do Oscar de 2019. Chegou-se à opção de botar o Queen de Adam Lambert para cantar músicas do Bohemian Rhapsody. Repetiu-se a opção dada em 2017 a Justin Timberlake, ainda no embalo do Can’t Stop the Feelin’ da animação Trolls. Aventou-se de chamar Rob Lowe para esse segmento, mas a ideia não prosperou. Muitos planos B para tampar o buraco deixado por Hart se fizeram. No extremo, fizeram o caminhão correr para anunciar os apresentadores de categorias, um a um.
Do invólucro inicial, os produtores Donna Gigliotti e Glenn Weiss (este, de algumas edições do Miss Universo no final dos anos 1990 e início dos anos 2000) propuseram limitar em três as apresentações de canções indicadas. Lady Gaga e Bradley Cooper não inclusos nesse desenho. Gaga bateu o pé e exigiu que sua Shallow do remake do remake do remake de Nasce uma Estrela fosse apresentada, tal como constava na lista de indicações divulgada em 22 de janeiro. Assim foi feito como no filme, ao contrário do que ocorrera no Grammy, enquanto Cooper viajava.
Das três horas e meia do ano passado, o Oscar de 2019 caiu para 3 horas e 15 minutos de duração. Mais ou menos o mesmo tempo de uma edição do Golden Globe Awards, que não conta com musicais, nem in memoriam. Desse corte, resultou o único ponto negativo da noite: a tradução olimpop da TNT abafar o boa noite de Julia Roberts após a última categoria apresentada, a de melhor filme para Green Book: O Guia, com uma indireta à genitora de Bradley Cooper. Foi um sinal claro de deselegância com o telespectador e com o assinante. Bom sábado a todos.


Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (2/3)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Coluna da Semana, Eventos, Premiações e marcado , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s