Miss Brasil 2019 terá revezamento de apresentadoras no palco


As quatro últimas representantes do país no Miss Universo dividirão palco com Cássio Reis

Da redação TV em Análise

Fotos AFP/Getty Images


Todas as quatro misses Brasil eleitas desde 2015 – Marthina Brandt, Raíssa Santana, Monalysa Alcântara e Mayra Dias – se revezarão no palco do São Paulo Expo no dia 9 de março para dividirem com Cássio Reis, 41, a apresentação da 65ª edição do concurso de Miss Brasil. A informação foi confirmada pelas assessorias da Rede Bandeirantes e da Polishop, que gerenciam a Organização Miss Brasil Universo, promotora do evento. A chegada das candidata a São Paulo deve acontecer antes do Carnaval, em datas que dependerão dos cronogramas de embarque.
É a primeira vez que o Miss Brasil usa um quadro de ex-misses para apresentar a etapa brasileira do Miss Universo. Até o ano passado, um apresentador ou dupla faziam essa função. Cássio vai exercer a função de mestre de cerimônias pelo quinto ano seguido. Caberá a ele anunciar o nome de quem vai suceder Mayra no título nacional.
Natural de Itacoatiara (165 km a leste de Manaus), Mayra Dias, 27, encerrou um jejum de 61 anos sem títulos de Miss Brasil para o Amazonas no dia 26 de maio do ano passado, no Rio de Janeiro. Na quarta-feira (13), ela passou a faixa e a coroa de Miss Amazonas para Lorena Alencar, 26, representante de Manaus. Agora é a vez de Mayra encerrar seu ciclo como Miss Brasil menos de três meses depois de ter ficado entre as 20 semifinalistas da 67ª edição do concurso de Miss Universo, que foi realizada em Bangcoc.
Entre 2016 e 2017, Raíssa Santana e Monalysa Alcântara ampliaram a presença da mulher negra nas representações brasileiras no Miss Universo. Destas, a que mais se destacou foi a piauiense Mona, que ficou entre as 10 semifinalistas da 66ª edição do concurso de Miss Universo, realizada em 26 de novembro de 2017, em Las Vegas. Até então, apenas a gaúcha Deise Nunes, 50, tinha conseguido tal feito em 1986. Na Cidade do Panamá, a porto-alegrense ficou na mesma condição de Mona, em 21 de julho de 1986. Em 30 de janeiro de 2017, Raíssa ficou entre as 13 semifinalistas da fase de traje de banho da 65ª edição do Miss Universo, em Manila. Na época de Deise, não havia o sistema de cortes de semifinalistas vigente no Miss Universo desde 2003, com algumas variações, e que já tinha sido testado de forma mais modesta entre 1990 e 2000. Mona ficou entre as 10 semifinalistas da etapa de traje de gala, a mais nobre da sua ocasião.
Das quatro últimas misses Brasil, a que assumiu um enolvimento político mais explícito foi a gaucha Marthina Brandt. Bolsonarista desde criancinha, Brandt, vestindo camisa da Seleção Brasileira de Futebol, tomou parte nos protestos patrocinados pela Fiesp para derrubar a então presidenta Dilma Rousseff, pouco depois de sua participação apagada no Miss Universo 2015. Em Las Vegas, Brandt ficou entre as 15 semifinalistas de traje de banho. Ela foi a 14ª e última gaúcha a vencer o Miss Brasil desde 1956.“Meu partido é o Brasil!!!! Vamos lá, todos por um país melhor… Um Brasil sem corrupção, com saúde, educação e respeito”, escreveu Marthina no Instagram muito antes de Bebianno, Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz e os laranjais da 4ª Frota Americana do então minúsculo PSL. Das 64 misses Brasil já eleitas, Marthina é a única que se destaca no campo da hipocrisia. Quando Marthina Brandt nasceu, em 31 de janeiro de 1992, Rosane Collor já saíra, debaixo de choro na capa da revista Veja, da presidência da Legião Brasileira de Assistência (LBA), pavio inicial da cadeia de escândalos que levaram ao impeachment do então presidente Fernando Collor, oito meses mais tarde. E cujas feridas se sentem até hoje. O Brasil saíra do ciclo de governos autoritários havia quase sete anos. E ainda há quem defenda a volta das velhas UDN e Arena, legendas irmãs siamesas uma da outra.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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